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Ex-ministro colombiano nega ter oferecido ajuda a irmãos Los Mellizos

Roma, 2 mai (EFE) - O ex-ministro do Interior e de Justiça colombiano e agora embaixador na Itália, Sabas Pretelt de la Vega, insistiu hoje em que nunca afirmou aos irmãos traficantes Mejía Múnera, conhecidos como Los Mellizos, que eles não seriam extraditados se ajudassem a reeleger Álvaro Uribe como presidente.

EFE |

Em comunicado divulgado hoje em Roma, Pretelt reiterou o "desmentido categórico" que já fez em 2006 quando esta acusação surgiu, a qual qualificou de "manobra de vingança de 'Los Mellizos' pela atitude do Governo de não dar-lhes tratamento de desmobilizados e de persegui-los como traficantes".

Em 30 de abril, Gustavo Salazar Pineda, advogado de "Los Mellizos", acusou Sabas Pretelt de oferecer a não extradição aos Estados Unidos, em troca de respaldar a reeleição de Uribe como presidente da Colômbia.

"Los Mellizos" são Miguel Ángel e Víctor Mejía Múnera, este último morto pela Polícia na terça-feira passada em uma zona rural do departamento de Antioquia (noroeste da Colômbia).

Os dois irmãos, pedidos em extradição por juízes dos Estados Unidos por tráfico de drogas, se apresentaram como paramilitares do grupo Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) para obter benefícios legais oferecidos pelo Governo dentro do processo de paz com esse movimento ilegal, mas se mantiveram na clandestinidade.

Sabas Pretelt reafirmou hoje em sua nota que "eles nunca falaram nas conversas que tivemos com os comandantes das Autodefesas no processo de desmobilização".

Ele lembrou que, inclusive, os próprios líderes das AUC "saíram a desmentir a calúnia" e citou as declarações de rádio sobre isso realizadas em 19 de dezembro de 2006 por Ernesto Báez, então porta-voz do grupo, nas quais dizia que "o tema da reeleição não foi tocado na mesa de negociação". EFE ccg/db

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