Bogotá, 19 ago (EFE) - O ex-ministro colombiano Fernando Araújo incluiu no livro El trapecista sua experiência como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), antes de fugir em dezembro de 2006, após seis anos de seqüestro, disseram hoje fontes editoriais de Bogotá. O livro, que será apresentado no próximo mês, como anunciaram à Agência Efe os editores, é um relato no qual o ex-ministro colombiano combina seu testemunho no cativeiro com o drama de sua família, como o de sua esposa na época. Araújo foi seqüestrado em dezembro de 2000 em Cartagena pelas Farc, que o incluíram em uma relação de prisioneiros que seriam trocados por 500 insurgentes presos. Os rebeldes o mantiveram nas selvas do norte do país, onde permaneceu até 31 de dezembro de 2006, quando escapou durante uma operação militar aérea e terrestre no acampamento onde estava. Após uma caminhada de cinco dias, o ex-refém entrou em contato com tropas, que o transferiram de helicóptero até Cartagena. A imagem de seu desembarque, no meio de dois militares, ocupa a capa de El trapecista, volume editado pela Planeta. Araújo foi ministro de Desenvolvimento de 1998 a 1999. O livro também inclui a experiência de alguns guerrilheiros que se aproximaram dele no meio da desolação e menciona os esforços de sua família para conseguir sua libertação.

Além disso, ele "dá detalhes sobre as operações das Forças Armadas para resgatá-lo, o cuidadoso trabalho de inteligência e o papel decisivo que tiveram os infiltrados (na guerrilha)". EFE jgh/bm/db

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