Ex-militares argentinos serão julgados por desaparecimentos

BUENOS AIRES - Um tribunal federal de Buenos Aires determinou, nesta sexta-feira, que 18 ex-militares argentinos serão julgados a partir de 6 de outubro pelo desaparecimento de duas freiras francesas e outros crimes de lesa-humanidade, durante a ditadura mais recente do país (1976-1983).

EFE |

O processo trata de violações dos direitos humanos cometidas na Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), onde funcionou a maior prisão ilegal montada pelo regime militar.

O julgamento envolve os sequestros e desaparecimentos das freiras francesas Leonnie Duquet e Alice Domon, da fundadora das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor e do escritor e jornalista Rodolfo Walsh, entre outras vítimas.

As acusações vão desde a privação ilegal da liberdade e a aplicação de torturas em centenas de casos até homicídios e desaparecimento forçado de pessoas.

Tanto as freiras francesas quanto Azucena Villaflor e Rodolfo Walsh foram capturados em 1977 por grupos paramilitares que atuavam na Esma e ficaram presos nesse centro clandestino de detenção, por onde se calcula que passaram 5 mil pessoas.


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