Ex-militar Julio Alberto Poch aceita extradição à Argentina

Madri, 13 jan (EFE).- O ex-militar argentino Julio Alberto Poch aceitou hoje ser extraditado à Argentina para ter um julgamento justo nesse país, segundo suas próprias declarações durante o julgamento de extradição realizado na Audiência Nacional espanhola.

EFE |

Poch é reivindicado pela Argentina pela suposta participação nos chamados "voos da morte", que ocorreram durante a ditadura militar do país (1976-1983).

Nesses voos, militares argentinos jogaram ao mar prisioneiros da antiga Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma) de Buenos Aires, a maior prisão clandestina instalada durante a ditadura.

O ex-militar aceitou a extradição à Argentina, onde pediu ter um "julgamento justo" porque se considera vítima de uma "jogada política" da Holanda.

As autoridades argentinas já tinham solicitado à Holanda, no final de 2008, a extradição do ex-militar, após obter testemunhos que envolviam Poch nos "voos da morte".

Poch, que tem nacionalidade holandesa e trabalhava como piloto da companhia aérea Transavia, foi detido em 22 de setembro do ano passado no aeroporto de Valência durante uma escala entre Espanha e Amsterdã (Holanda).

Durante a audiência de hoje, Poch insistiu que está há "quatro meses detido injustamente", e sua carreira foi "arruinada" por fatos dos quais é acusado e "não existem provas".

O ex-militar considerou que o "mais vergonhoso" do caso foi a atuação do promotor argentino, que o acusou "sem investigar os fatos".

Poch foi levado hoje da prisão onde se encontra detido na Espanha até a Audiência Nacional em Madri.

A audiência acontece depois que o Governo espanhol aceitou em 30 de outubro tratar sobre a extradição. EFE ada/sa

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