Bogotá, 5 jan (EFE).- O diretor do semanário comunista Voz, Carlos Lozano, ex-mediador com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), disse hoje que ainda este mês haverá a libertação dos seis reféns que os rebeldes anunciaram que entregarão.

Em uma entrevista à "Caracol Radio", disse que é muito possível que nesta semana sejam divulgados os nomes dos três policiais e do militar que os rebeldes anunciaram que entregarão à congressista opositora Piedad Córdoba.

"As notícias novas têm que ser já o que esperamos, os nomes dos três policiais e do soldado, que é a primeira etapa deste processo de libertação, e, em segundo lugar, o tempo, modo e lugar para que isso comece a se concretizar", disse o jornalista.

Lozano disse que, após as Farc informarem as coordenadas onde ocorrerá a libertação, Córdoba deve se reunir com funcionários do Governo para estabelecer as garantias ao processo.

"Essas garantias são as de que não será colocada em perigo a missão humanitária e muito menos a vida das pessoas que serão entregues após tantos anos de cativeiro", ressaltou.

O jornalista acrescentou que, antes de duas semanas, haverá a informação necessária para concretizar a libertação dos seis reféns.

"Ocorrerá em breve e acho que tudo está indo bem", acrescentou.

Apesar da decisão do Governo de não permitir a participação de "países amigos" no processo de libertação, Lozano disse que essa possibilidade não deve ser descartada.

"Isso seria o ideal, mas o Governo escolheu assim para obstaculizar o que está sendo feito. Mas seria importante que houvesse essa missão internacional, porque é o que dá muito mais confiança e força a este trabalho que se está fazendo", afirmou.

Neste fim de semana, Córdoba disse que, a partir da quarta-feira, será retomado o processo da anunciada libertação de seis reféns que as Farc prometeram entregar.

Os rebeldes anunciaram, em 21 de dezembro, que libertarão seis pessoas seqüestradas, entre elas dois políticos, mas ainda não deram detalhes do local ou da data. EFE fer/an

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