Ex-marido é acusado de matar britânica horas antes de festa do divórcio

Um britânico foi acusado de matar sua ex-mulher com 12 facadas durante uma festa que ela promoveu para comemorar o divórcio. Brian Jones, de 63 anos, nega que tenha assassinado sua mulher, Katrina Jones, de 34 anos, em novembro de 2009 e alega que foi provocado pela ex-mulher.

BBC Brasil |

A Justiça da região de Teesside, no nordeste da Inglaterra, está julgando o caso.

De acordo com depoimentos durante o julgamento, no dia de sua morte, Katrina Jones promovia uma festa na casa onde o casal morava antes da separação. Foram colocadas faixas em frente à casa onde se podia ler "A Festa é Aqui" e "Parabéns".

Brian Jones estava hospedado na casa de um vizinho, apesar de ter alugado um apartamento em outra rua depois da separação. Ele alega que perdeu o controle ao ver uma foto sua, em uma situação que ele declara ter julgada desrespeitosa, em um cartaz na casa.

Katrina Jones foi esfaqueada nove vezes no peito e três vezes no braço.

Perda de controle
Jones teria esfaqueado a mulher com uma faca de cozinha e ligado em seguida para os serviços de emergência.

"Esfaqueei minha esposa, por favor venham rápido. Vocês vão vir salvá-la?", disse Jones no telefone. "Não quero que ela morra, eu a amo muito", disse ele depois.

Brian e Katrina Jones foram casados durante dez anos mas a relação começou a se deteriorar no final de 2008. Katrina então iniciou o processo de divórcio depois que ter iniciado um caso com um amigo.

O promotor Franz Muller, afirmou durante o julgamento que Katrina tinha dito ao seu amante que o marido tinha afirmado que "se ele não poderia tê-la, nenhum homem poderia".

O processo de divórcio foi concluído em setembro, algumas semanas antes de Brian Jones matar a ex-mulher na casa que os dois dividiam antes da separação.

Em uma declaração à polícia, Jones afirmou que "perdeu o controle" temporariamente. Em uma audiência anterior, Jones afirmou que não era culpado do assassinato da ex-esposa, alegando inimputabilidade (incapacidade penal por doença mental) e provocação.

O julgamento ainda deve durar mais duas semanas.

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