Ex-major peruano pede desculpas a Fujimori, que acusara de ordenar homicídios

Lima, 17 dez (EFE).- O ex-major do Exército peruano Santiago Martin Rivas pediu hoje desculpas públicas ao ex-presidente do país Alberto Fujimori pelos excessos verbais que considera ter cometido em um vídeo no qual afirma que o ex-chefe de Estado ordenou os massacres cometidas pelo grupo paramilitar que dirigiu.

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Na audiência judicial de hoje, a sala presidida pelo magistrado César San Martín dispôs a presença de Martin Rivas para que confirme a autenticidade de suas declarações em um vídeo que será mostrado na sessão.

O material audiovisual é uma entrevista que deu ao jornalista Umberto Jara, em sua qualidade de chefe operacional do grupo paramilitar Colina, sobre os massacres de Barrios Altos e La Cantuta, cometidas por esse grupo em 1991 e 1992, respectivamente.

O ex-presidente Fujimori (1990-2000) é processado atualmente por esses massacres e pode pegar até 30 anos de prisão caso seja confirmada sua "autoria indireta" nos assassinatos de 25 pessoas.

Martin Rivas afirmou, ao dirigir-se à sala, que foi "induzido a cometer erros" por Jara e que fez "afirmações sobre algumas pessoas, rendendo-lhes ações penais".

O ex-militar, processado atualmente por esses crimes, dirigiu-se a Fujimori, presente na sala, e lhe pediu "desculpas públicas pelos excessos verbais cometidos neste tempo, que fui induzido ao erro".

Martin Rivas confirmou ao juiz que suas declarações no vídeo foram efetivamente feitas por ele, mas que agora não as aprovava porque foram induzidas pelo jornalista.

Da mesma forma que Martin Rivas, outros ex-integrantes do grupo Colina foram intimados a depor para verificar a autenticidade de suas declarações em outros vídeos que serão mostrados na durante esta semana.

O julgamento contra Fujimori entrou na etapa da visualização de provas e se estima que a receba sentença até fevereiro. EFE mmr/jp

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