Ex-líder sérvio alega ter sido detido ilegalmente por tribunal

Bruxelas, 5 ago (EFE).- O ex-líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic alega ter sido detido ilegalmente, em violação a seus direitos fundamentais, e pediu ao Tribunal Penal para a Antiga Iugoslávia (TPII) uma compensação por isso, através de uma redução de pena ou economicamente, caso seja absolvido.

EFE |

O ex-líder, que permanece detido em Haia à espera de ser julgado por crimes de guerra e contra a humanidade, alega que quando foi detido em Belgrado, em julho de 2008, teve violado seu direito à liberdade, a ser informado de acusações e a ser levado imediatamente a uma instância judicial.

Em documento divulgado hoje pela corte, Karadzic denuncia que foi detido em 18 de julho -três dias antes do anúncio oficial da detenção pelas autoridades sérvias- e que foi mantido sem comunicação por três dias, sem ser informado dos motivos da detenção e sem saber a identidade de seus sequestradores.

O ex-líder sérvio-bósnio insiste em que em todo o processo não foram respeitados os procedimentos estabelecidos pela legislação sérvia nem os padrões internacionais sobre direitos humanos, e qualifica sua detenção de "sequestro".

O suposto criminoso de guerra reivindica ao Tribunal, com sede em Haia, "uma compensação adequada", na forma de uma redução de pena ou de uma contrapartida econômica, caso seja inocentado.

Mais de um ano após sua detenção e transferência às dependências do TPII, a Corte não fixou ainda a data de início do julgamento de Karadzic, devido à demora na fase preparatória.

Assim como fez o ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, já falecido, Karadzic tenta de tudo para retardar o processo e, assim, além de insistir em fazer sua própria defesa, interpôs perante a Corte várias moções e reivindicações.

Ele enfrenta 11 acusações de crimes de guerra e lesa-humanidade -entre eles dois de genocídio- supostamente cometidos no contexto da guerra da Bósnia (1992-95). EFE epn/db

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