Ex-líder paramilitar colombiano diz que não negociou com Justiça dos EUA

Bogotá, 5 abr (EFE).- O ex-líder paramilitar colombiano Carlos Mario Jiménez Naranjo, que será extraditado aos Estados Unidos por narcotráfico, disse hoje que não tem acordos com a Justiça americana.

EFE |

A informação foi divulgada pela emissora de TV "RCN", que citou um documento assinado por Naranjo na prisão em que cumpre pena no departamento de Antioquia.

A emissora afirmou ainda que advogados americanos já trabalham em seu caso.

"Os contatos preliminares que tive com advogados dos Estados Unidos têm relação direta com as acusações contra mim nesse país", disse o ex-paramilitar no documento.

"Deixo claro que as afirmações sobre possíveis acordos com as autoridades americanas não têm nenhum respaldo certo", acrescentou.

"O abandono da opção armada foi uma decisão irrevogável, encorajada por minha vontade de contribuir para a paz do país, de voltar à minha família e à sociedade, e de responder pelas minhas culpas perante as vítimas do conflito armado", afirmou.

Na sexta-feira passada, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, autorizou a extradição aos Estados Unidos de Naranjo, primeiro líder paramilitar que será entregue a esse país.

Ele é reclamado por tribunais do estado da Flórida e do Distrito de Columbia pelos crimes de narcotráfico, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

A extradição do paramilitar foi avalizada pela Suprema Corte na terça-feira passada, pois apesar de Naranjo ter abandonado as armas dentro do processo de paz do Governo e as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), ficou estabelecido que ele continuou participando de condutas criminosas desde a prisão, e por isso perdeu os benefícios legais.

Naranjo, de 36 anos, é natural do departamento de Risaralda e foi chefe do Bloco Central Bolívar, um dos maiores das AUC.

Esta organização, criada para combater a guerrilha, participou de conversas de paz com o Governo de Uribe entre 2003 e 2006, e mais de 31.000 combatentes deixaram as armas. EFE ocm/mh

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