Ex-líder da Libéria trabalhava para a CIA, diz jornal

Segundo Boston Globe, Charles Taylor era informante de diversas agências de inteligência americanas, incluindo a CIA

iG São Paulo |

AP
Ex-presidente da Libéria Charles Taylor é visto na Corte Especial para Serra Leoa em Leidschendam, Holanda, em 5 de agosto de 2010
Autoridades americanas afirmaram que o ex-líder da Libéria Charles Taylor trabalhava para agências de inteligência dos EUA, incluindo a CIA, informou nesta quinta-feira o jornal Boston Globe.

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Um repórter do Boston Globe disse à rede britânica BBC que essa é a primeira confirmação oficial de antigos relatórios da relação entre a inteligência americana e Taylor.

Taylor aguarda por um veredicto em seu julgamento por supostos crimes de guerra. Boatos de laços com a CIA foram alimentados em julho de 2009 quando Taylor afirmou em seu próprio julgamento, em um tribunal especial apoiado pela ONU em Haia, que agentes dos EUA o auxiliaram em sua fuga de uma prisão de segurança máxima em Boston, em 1985.

Na ocasião, a CIA negou as afirmações dizendo que eram "completamente absurdas". Mas agora a Agência de Inteligência de Defesa, o braço espião do Pentágono, revelou que seus agentes - e os da CIA - usaram Taylor como informante, segundo o Globe.

De acordo com o repórter da matéria, entrevistado pela BBC, autoridades do Pentágono se negaram a dar detalhes de qual exatamente era o papel de Taylor por conta da segurança nacional.

Mas eles confirmaram que Taylor trabalhou com a inteligência americana nos anos 1980, período em que ele se tornou um dos senhores de guerra mais famosos. Taylor, depois, foi eleito presidente da Libéria.

Ele foi acusado de armar e controlar os rebeldes da vizinha Serra Leoa durante uma camapanha de dez anos de terror contra civis. Se culpado, Taylor ficará preso no Reino Unido. Ele nega as acusações de assassinato, estupro, e uso de crianças como soldados.

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