Ex-líder comunista polonês vai a julgamento

O último líder comunista polonês, o general Wojciech Jaruzelski, compareceu a um tribunal na capital, Varsóvia, onde será indiciado por ter imposto, em 1981, a lei macial no país. Outros oito integrantes do governo na época também vão responder pela repressão ao movimento oposicionista Solidariedade, que causou a morte de dezenas de pessoas.

BBC Brasil |

Jaruzelski disse que agiu para impedir uma invasão soviética na Polônia. Se condenado, o ex-líder de 84 anos de idade e saúde precária, pode receber uma sentença de 10 anos de prisão.

O julgamento em Varsóvia é a primeira vez que um ex-dirigente comunista é responsabilizado criminalmente por ter imposto a lei marcial.

'Dos males, o menor'
Correspondentes dizem que a opinião pública polonesa não está fazendo pressão pela condenação de Jaruzelski.

Após a queda do comunismo em 1989, o novo governo composto por líderes do movimento Solidariedade, como Lech Walesa, rejeitou a idéia de retaliar antigos rivais políticos.

Como presidente entre 1990 e 1995, Walesa, ex- sindicalista, co-fundador do Solidariedade e prêmio Nobel da Paz de 1983, adotou uma postura reconciliatória. Ele ficou 11 meses detido por causa da lei marcial.

Mas nos útimos anos, vem acontecendo uma movimentação para julgar líderes comunistas por causa da lei marcial.

Jaruzelski sempre disse que escolheu o menor dos males quando ordenou que os tanques fossem às ruas em 1981.

Ele diz que, se não tivesse agido, as tropas soviéticas o teriam feito. Pesquisas de opinião pública sugerem que muitos poloneses acreditam nele.

A lei marcial vigorou entre 13 de dezembro de 1981 e 22 de julho de 1983. Milhares de pessoas foram detidas e dezenas, mortas.

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