Ex-líder comunista de Xangai é condenado a 18 anos de prisão

Pequim, 11 abr (EFE).- O ex-secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCCh) de Xangai, Chen Liangyu, foi condenado a 18 anos de prisão por corrupção, abuso de poder e por aceitar subornos, informou hoje a agência Xinhua.

EFE |

A Justiça chinesa condenou Chen por desvio dos fundos de previdência da cidade, o maior escândalo político do país em uma década.

Chen, de 61 anos, é acusado de ter aceitado subornos no valor de US$ 342 milhões, em troca de "respaldar os empréstimos ilegais de bilhões de iuanes do Escritório do Trabalho e a Seguridade Social de Xangai, causando grandes perdas aos ativos do Estado".

Membro do birô político do PCCh, dentro da ala conservadora na órbita do ex-presidente da China Jiang Zemin, Chen é o membro de cargo mais alto do Partido a ser condenado desde a queda de seu colega de Pequim Chen Xitong, em 1995.

Durante seus 20 anos de carreira política em Xangai, como chefe do distrito local de Huangpu, depois prefeito e, por último, líder do Partido local, Chen supostamente tolerou um alto nível de corrupção e concedeu por interesse contratos e permissões de uso do solo municipal.

O ex-líder político de Xangai foi julgado em Tianjin, quase mil de quilômetros ao norte de sua cidade, para evitar pressões de seu círculo de influência.

O magnata Zhang Rongkun também foi condenado a 19 anos de prisão por seu envolvimento no mesmo escândalo. Além disso, sua fortuna, avaliada em US$ 228 milhões, foi confiscada.

O escândalo, no qual US$ 408 milhões foram desviados do fundo de previdência local, levou à condenação de cerca de 20 líderes políticos e empresariais de Xangai. EFE gmp/mh

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