Exílio cubano repudia agressão contra Damas de branco em Cuba

Duas organizações do exílio cubano nos Estados Unidos criticaram hoje a agressão contra as 30 Damas de branco na ilha, classificando o ato de barbárie da ditadura castrista.

EFE |

A influente Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA) exigiu uma resposta enérgica da comunidade internacional após a "agressão brutal" contra as Damas de Branco por "organizações do regime castrista, combinadas com agentes uniformizados da Polícia e o Ministério do Interior".

"Especialmente, reivindicamos uma resposta firme e solidária da Administração do presidente (dos Estados Unidos) Barack Obama, cujo silêncio nestes dias trágicos para o povo cubano vai contra sua promessa de apoiar a liberdade", solicitou a organização com sede em Miami.

As Damas de branco, familiares dos 75 opositores detidos e condenados pela onda repressiva de 2003, conhecida como a "Primavera Negra", assistiram hoje a uma missa em uma igreja em um bairro dos arredores de Havana quando foram empurradas, arrastadas e levadas à força para dois ônibus com o objetivo de acabar com o protesto.

A FNCA expressou também seu "mais enérgico repúdio ao novo ato de barbárie da ditadura castrista contra um grupo de mulheres pacíficas".

Em conversa por telefone com a FNCA, Berta Soler, uma das líderes da associação de mulheres dissidentes de Cuba e esposa do prisioneiro Ángel Moya Acosta, denunciou que cerca "de 500 partidários da ditadura as agrediram de verbal e fisicamente, arrastando-as pelo solo e desferindo golpes indiscriminadamente".

"Havia mais de 300 pessoas organizadas pelo Governo, mas haviam também mais de 200 policiais e agentes uniformizadas do Ministério do Interior", relatou Soler. EFE sob/dm

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