Exílio cubano critica relatório da Anistia Internacional

Miami, 2 set (EFE).- A Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA) criticaram hoje o relatório da Anistia Internacional (AI) que pede a suspensão do embargo americano contra Cuba ao argumentar que ignora as responsabilidades do Governo de Havana e a discriminação contra seus cidadãos.

EFE |

A AI pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que suspenda definitivamente o embargo até o próximo dia 14 porque "põe a saúde de milhões de pessoas em perigo" na medida em que dificulta o acesso a medicamentos e outros artigos de tratamento médico.

A entidade considerou o embargo como "imoral" e disse que representa um perigo para cubanos que "não podem se beneficiar de remédios e equipamentos médicos essenciais para sua saúde".

O diretor de direitos humanos da FNCA, Omar López Montenegro, disse à Agência Efe que a situação do setor de saúde na ilha é produto da visão que o Governo sempre teve: relegar os cubanos a serem cidadãos de segunda classe em seu próprio país.

"Há dois sistemas de saúde em Cuba. Um é para estrangeiros, que está em perfeito estado", diz Montenegro.

Para o diretor, "é necessário investigar mais sobre quais as condições desse setor para dizer se é afetado pelo embargo".

"Logo de início, o pedido está muito mal formulado, já que o poder de acabar com o embargo é do Congresso dos EUA, e não do presidente", afirmou Montenegro.

O diretor da FNCA destacou que a AI foi muito crítica quanto à situação dos direitos humanos em Cuba, mas disse que o relatório "não chega à raiz do problema".

A congressista republicana pela Flórida Ileana Ros-Lehtinen considerou "incrível" que a AI "queira retirar a responsabilidade da ditadura de Fidel e Raúl Castro e acusar os EUA".

"Agora dizem que as más condições dos hospitais e das clínicas é culpa dos EUA. Quando vão culpar o regime castrista, quando os irmãos Castro serão responsáveis por governarem mal seu próprio país?", perguntou a parlamentar.

Segundo Ros-Lehtinen, não há nenhum bloqueio, limitação ou restrição sobre remédios e alimentos.

"É o mesmo relatório todos os anos. Tiram a poeira e o divulgam de novo para pedir o fim do embargo", opinou.

No estudo, a AI diz que o embargo restringe a capacidade de Havana de importar equipamentos médicos de tecnologia de ponta procedentes dos EUA ou com 20% de seus componentes fabricados neste país. EFE so/bba

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