Exigências do Hamas para libertar Shalit são inaceitáveis, diz Olmert

Jerusalém, 17 mar (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou hoje que as exigências apresentadas pelo movimento islamita palestino Hamas para realizar uma troca de presos pela libertação do soldado Gilad Shalit são inaceitáveis.

EFE |

"Não poupamos esforços, mas o Hamas é um grupo assassino e sem escrúpulos", afirmou Olmert.

O gabinete israelense se reuniu hoje em sessão extraordinária de três horas para analisar os esforços para libertar o militar, capturado pelo braço armado do Hamas e por outras três milícias palestinas após um ataque a uma base militar israelense próxima à fronteira de Gaza, em junho de 2006.

Depois do encontro, vários ministros tacharam de "estagnadas" as negociações indiretas com o Hamas, realizadas com a mediação do Egito.

Após explicar à família de Shalit as circunstâncias da suspensão das negociações, Olmert afirmou disse que seu Governo não vai aceitar as exigências impostas pela facção palestina.

"Enquanto for liderado por mim, o Governo israelense não fraquejará diante das exigências que o Hamas apresentou nas negociações. A proposta de Israel foi generosa e de grande alcance, e teve como objetivo conseguir a libertação de Gilad", disse.

Olmert, que deixará o poder em breve, disse que nos cerca de três anos desde o sequestro de Shalit, fez o possível para conseguir sua libertação, apelando a fóruns e líderes regionais e mundiais sem sucesso.

"Continuaremos conversando com quem pudermos, e não vamos encerrar nossos esforços", acrescentou o primeiro-ministro, que, no entanto, não disse se haverá ofertas adicionais ao Hamas.

A rádio pública israelense informou que Israel estaria disposto a libertar o soldado em troca de 320 presos palestinos.

O "Canal 10" da TV local disse que mais de mil israelenses morreram - entre civis e militares - em ataques perpetrados e planejados por vários dos detidos palestinos que poderiam ser libertados em troca de Shalit.

Israel e o Hamas trocaram acusações sobre o fracasso destas negociações, nas quais não conseguiram chegar a um acordo sobre o número e a identidade dos presos palestinos que seriam libertados, e as condições em que recuperariam a liberdade. EFE db/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG