Exigências de melhores salários em manifestações de 1º de Maio em todo o mundo

O Dia do Trabalho foi marcado por manifestações por melhores salários em várias cidades do mundo. A situação ficou mais tensa na Turquia, onde forças de segurança dispersaram um ato realizado nesta quinta-feira com a prisão de 500 pessoas e deixando oito feridas.

AFP |

Em Istambul, confrontos foram provocados entre forças de segurança e manifestantes que queriam chegar a uma praça simbólica, onde no dia 1º de maio de 1977 pelo menos 34 manifestantes morreram em episódios de violência.

A polícia, que utilizou bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, prendeu 505 pessoas.

Seis policiais e dois manifestantes ficaram feridos, de acordo com fontes oficiais citadas pela agência de notícias Anatólia.

A exigência de melhores salários esteve com freqüência no centro das reivindicações de dezenas de milhares de manifestantes em todo o mundo, em plena crise alimentar mundial.

Nas maiores cidades da Rússia, em Roma, em Jacarta ou Tóquio, os trabalhadores saíram às ruas para exigir aumentos dos salários para acompanhar a escalada dos preços, principalmente dos alimentos.

Na Rússia, cerca de 25.000 manifestantes em Vladivostok e 20.000 em Ekatimburgo realizaram manifestações contra a inflação galopante, desviando o foco de um ato com 20.000 pessoas organizado em Moscou pelo partido governista Rússia Unida.

Entre 2.000 e 4.000 comunistas também se manifestaram em Moscou sob o lema "pão para os que têm fome". Em São Petersburgo (noroeste), 2.000 pessoas participaram de um protesto liderado por Garry Kasparov, líder da oposição liberal.

Em Tóquio, 12.000 pessoas se reuniram em um parque, assim como em Seul, onde 5.000 trabalhadores participaram de uma mobilização para exigir segurança no trabalho e melhores salários.

Em Havana, o presidente de Cuba, Raúl Castro, esteve à frente nesta quinta-feira de um desfile comemorativo de 1º de Maio na Praça da Revolução de Havana, com o lema: "continuar o caminho traçado" pelo líder Fidel Castro.

Pela segunda vez a festa do trabalho foi celebrada na ausência de Fidel Castro, afastado do poder desde fevereiro devido ao seu estado de saúde.

Na China, um dos poucos países da Ásia onde não há celebrações de 1º de maio, nenhum evento foi organizado. Entretanto, manifestações contra a França foram registradas em cinco cidades, entre elas Pequim, diante de supermercados Carrefour para protestar contra a posição da França em relação à questão do Tibete.

Na França, milhares de pessoas saíram às ruas nas maiores cidades francesas em defesa do poder aquisitivo, do emprego e contra a reforma das aposentadorias pretendida pelo governo de Nicolas Sarkozy.

Na Alemanha, cerca de 416.000 pessoas participaram, segundo fontes sindicais, em diferentes atos exigindo a adoção de um salário mínimo generalizado.

Na Itália, mais de 100 manifestações foram organizadas pedindo segurança no trabalho em um país onde 1.300 pessoas morrem a cada ano vítimas de acidentes de trabalho.

Em Praga, 2.000 militantes e simpatizantes do Partido Comunista tcheco (KSCM, oposição) participaram das celebrações do 1º de maio para protestar contra o projeto americano de instalar em solo tcheco e polonês partes de seu escudo antimísseis.

Na África do Sul, os manifestantes basearam suas reivindicações principalmente no aumento do custo de vida.

Em Beirute, 2.000 pessoas responderam aos chamados do Partido Comunista e protestaram contra o aumento do custo de vida e o desemprego no Líbano.

bur/dm/fp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG