Uma ex-funcionária de uma prisão na Grã-Bretanha ganhou um processo contra seus antigos empregadores, alegando ter se sentido forçada a pedir demissão após ter sofrido perseguição dos colegas por causa de sua beleza. Amitjo Kajla, de 22 anos, terá de ser indenizada com um valor a ser determinado em novembro.

Ela afirmou ter sido vítima de perseguição e assédio moral na prisão de Brindsford, em Wolverhampton, dedicada a jovens criminosos, pela maneira como se comportava e se vestia.

A jovem também alegou ter sofrido discriminação por ser mulher e por ser mais nova, o que o tribunal da cidade de Birmingham também aceitou.


Amitjo Kajla, de 22 anos, em foto de arquivo / Reprodução

Queixas

Nas audiências do julgamento, no entanto, vários dos ex-colegas de Kajla questionaram seu comportamento com os prisioneiros e deram a entender que ela se recusava a adotar sugestões sobre como se apresentar diante deles.

Alguns disseram que ouviram os prisioneiros comentarem que ela era "muito sexy", e outros afirmaram que a jovem não seguia as recomendações de manter o cabelo e a maquiagem discretos, e que usava um "uniforme justo".

Os ex-colegas também argumentam que Kajla "não se fazia respeitar pelos prisioneiros". Mas, em um comunicado divulgado à imprensa após o veredicto, a jovem rebate as críticas.

"Tudo o que eu fiz foi me manter fiel aos princípios do Serviço Penitenciário, que diz claramente que é sua missão 'tratar os prisioneiros humanamente'. Eu tentei aplicar isso no meu trabalho, tratando-os com respeito", afirmou Kajla.

"Mas um dos guardas não gostou da minha maneira de trabalhar, que ia contra a maneira machista dele de tratar as pessoas. Eu era vista como uma mulher fraca que poderia ser coagida e perseguida", concluiu.

Um porta-voz do Serviço Penitenciário britânico disse que a entidade está "decepcionada" com a decisão judicial e que vai "examinar a sentença com cuidado".

"O Serviço leva muito a sério toda e qualquer alegação de discriminação e perseguição sexual", acrescentou.

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