Ex-governador venezuelano se diz perseguido e pede asilo no Peru

LIMA (Reuters) - O ex-governador venezuelano Didalco Bolívar, agora opositor do presidente Hugo Chávez, pediu nesta sexta-feira asilo no Peru, alegando que tem sido perseguido politicamente pelo governo, do qual chegou a ser aliado há cerca de dois anos. Bolívar, que foi governador do estado de Aragua e partidário da revolução socialista de Chávez até o Partido Podemos tornar-se de oposição, enfrenta processos na Venezuela por irregularidades em um contrato para a compra de equipamentos médicos entre 2004 e 2005.

Reuters |

"De fato, já apresentamos o documento solicitando o asilo territorial", confirmou Walter Gutierrez, advogado que representa Bolívar, durante entrevista à rádio peruana RPP.

"(Ele) está sendo perseguido politicamente porque, sem instaurar formalmente um processo penal, estão lhe imputando certos delitos e, além disso, fizeram buscas em seu domicílio (...) e de seus familiares", acrescentou.

Segundo Gutierrez, isso ocorreu de forma "absolutamente irregular", sem que fossem apresentadas ordens judiciais para as ações.

As relações entre Venezuela e Peru se deterioraram em abril, quando Caracas decidiu retirar seu embaixador do país assim que Lima informou ter concedido asilo ao líder oposicionista Manuel Rosales, que também alega ser perseguido politicamente pelo governo Chávez.

Lima e Caracas haviam melhorado seu relacionamento nos últimos anos, depois de, em 2006, os dois países terem chamado de volta seus respectivos embaixadores em meio a um bate-boca entre Chávez e o então candidato Alan Garcia, eleito presidente.

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