Ex-fuzileiro se declara culpado de disparar contra Pentágono

Ninguém ficou ferido com os tiros disparados contra prédios militares no final de 2010; Yonathan pode pegar até 25 anos de prisão

iG São Paulo |

Reuters
Yonathan Melaku em foto tirada em 26 de maio de 2011
Um ex-reservista dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos declarou-se culpado nesta quinta-feira das acusações de disparar contra o prédio do Pentágono e de tentar profanar túmulos no Cemitério Nacional de Arlington e pode pegar até 25 anos de prisão.

Leia também: Homem dispara contra o Pentágono, mas não deixa feridos

Yonathan Melaku, 23 anos, foi acusado de ter disparado um total de cinco tiros contra o Pentágono, o Museu Nacional dos Fuzileiros Navais e da Guarda Costeira e as estações de recrutamento dos Fuzileiros Navais entre 17 de outubro e 2 de novembro de 2010.

Melaku, de Alexandria, na Virgínia, preocupou as autoridades federais na época de sua prisão, em junho, que temiam a possibilidade de um "lobo solitário" estar planejando um ataque mais sério nos Estados Unidos. Sua sentença será divulgada em 27 de abril, disse o ministério americano em comunicado.

Quatro acusações de tiros e de destruição de patrimônio foram abandonadas no acordo perante o juiz distrital Gerald Bruce Lee. Seu advogado de defesa pediu um exame mental de Melaku antes da sentença.

Trajando um macacão verde da prisão, ele respondeu "sim senhor" e "não senhor" a questões do juiz. Quando questionado, ele se declarou "culpado".

Ninguém ficou ferido com os tiros, que aconteceram tarde da noite ou durante a madrugada, e houve cerca de US$ 111 mil em danos a propriedade. Melaku gritou "Allahu Akbar" (Deus é Grande) em vídeo que fez depois de disparar contra os prédios.

Ele foi preso em junho de 2011 quando tentava entrar no Cemitério Nacional de Arlington, perto do Pentágono, onde jazem os restos de milhares de soldados americanos, além de personalidades como o ex-presidente John F. Kennedy (1961-1963).

Em sua mochila as autoridades encontraram cápsulas de balas e pequenos sacos de nitrato de amônia, um fertilizante que pode ser usado para fazer bombas caseiras. Os promotores disseram que ele pretendia usar o material para profanar os túmulos.

Uma busca em sua casa descobriu documentos em seu computador sobre a fabricação de bombas e explosivos, segundo depoimento ao FBI. Literatura sobre o Taleban, Al-Qaeda e Osama Bin Laden foi encontrada em sua casa, informaram as autoridades. Seu objetivo era "criar medo e terror e foi o que ele fez", disse Dana Boente, promotor federal, a jornalistas depois da audiência.

Com Reuters e AFP

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