Ex-funcionário e esposa acusados de espionar para Cuba

Um ex-funcionário do departamento de Estado americano e sua mulher foram presos por espionarem os Estados Unidos a pedido de Cuba, durante quase 30 anos, anunciou nesta sexta-feira a secretaria da Justiça.

AFP |

Walter Kendall Myers, 72 anos, conhecido como "agente 202", e sua mulher Gwendolyn Steingraber Myers, 71 anos, conhecida como "agente 123", foram detidos na quinta-feira pela Polícia Federal americana (FBI).

Contratado pelo departamento de Estado em 1977, Walter Myers trabalhou periodicamente no Escritório de Inteligência e Pesquisa (INR, sigla em inglês) de 1988 a 1999 antes de se tornar, em 2000, funcionário permanente do INR, onde ficou até 2007.

A partir de 1985, Myers teve acesso a informações confidenciais.

O casal, residente em Washington, aceitou espionar para o governo cubano seis meses depois de uma viagem de Myers à Ilha, em dezembro de 1978.

"A atividade clandestina apresentada nos documentos da acusação, que durou quase três décadas, é extremamente grave", declarou o subsecretário de Justiça encarregado das questões de segurança nacional, David Kris.

Walter Myers admitiu ter recebido "várias medalhas" do governo de Cuba, e disse que ele e sua mulher estiveram uma vez com o líder cubano Fidel Castro, em 1995.

A esposa de Myers explicou que a técnica favorita do casal para repassar as informações confidenciais aos agentes cubanos consistia em trocar carrinhos no supermercado.

O casal pode ser condenado a até 35 anos de prisão.

dab/yw/LR

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