Ex-funcionário do UBS pode ficar com fortuna por delação premiada

Um ex-funcionário do banco suíço UBS, condenado por ajudar clientes americanos a fraudar o fisco, pode deixar a prisão com uma fortuna, graças à recompensa prevista nos Estados Unidos para as pessoas que delatam os fraudadores, informou o canal CBS.

AFP |

Bradley Birkenfeld, condenado a três anos e quatro meses de prisão em agosto após se declarar culpado de incitar fraude fiscal, será preso na sexta-feira.

A confissão dele permitiu ao governo americano estabelecer as provas para o caso bilionário de fraude fiscal contra o UBS, o maior banco suíço.

O ex-executivo americano, entrevistado pelo programa '60 Minutes' da CBS, criticou sua sentença, que considera injusta diante dos 19.000 clientes do UBS que fraudaram a receita. Ele disse que entregou os nomes dos culpados às autoridades.

Segundo Birkenfeld, os 19.000 correntistas investiram 19,3 bilhões de dólares.

"Sou o único que vai para a prisão, de um total de 19.000 contas bancárias. E nenhum banqueiro suíço. Entreguei o maior escândalo de fraude fiscal do mundo. Desmascarei 19.000 criminosos internacionais. E vou para a prisão por isto?", disse.

Um dos advogados de Birkenfeld afirmou no programa que o cliente pode receber uma recompensa de até 30% das quantias recuperadas pelo fisco por suas denúncias, de acordo com a lei americana.

No entanto, Birkenfeld foi condenado por não ter entregue seu maior cliente, o empresário californiano Igor Olinicoff, a quem ajudou a ocultar 200 milhões de dólares de ativos na Suíça e em Lichtenstein.

bar/fp

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