Ex-funcionário da ONU é condenado a 9 anos de prisão por pedofilia

O francês Didier Bourguet, de 44 anos, foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça de seu país por abusar sexualmente de dois menores e violentar um terceiro quando trabalhava para a missão da ONU na República Democrática do Congo.

EFE |

Um tribunal criminal de Paris incluiu em sua sentença a obrigação de que Bourguet seja objeto de supervisão durante oito anos, uma vez fique em liberdade, sob a ameaça de que se não for respeitado o "acompanhamento", Bourghet terá de cumprir três anos de prisão suplementares.

Bourguet, que não é militar, mas trabalhava como mecânico de veículos dos capacetes azuis da ONU, tinha sido acusado de ter violentado sexualmente pelo menos 22 menores, assim como de ter tirado fotos pornográficas de crianças entre 1998 e 2004 na República Centro-Africana e na República Democrática do Congo.

Antes da emissão da sentença, o promotor havia pedido 12 anos de prisão neste julgamento, iniciado na terça-feira. O representante do Ministério Público destacou durante o processo que Bourguet não mostrou nenhuma compaixão por suas vítimas.

Em sua defesa, o antigo funcionário da ONU disse ter atuado sob os efeitos do estresse ocasionado por seu trabalho na África, longe de seu país.

Durante o julgamento, ele reconheceu ter mantido relações sexuais com adolescentes de entre 12 e 17 anos, mas alegou que foram consentidas.

O acusado foi detido em Goma, no leste da República Democrática do Congo, em outubro de 2004 pela Polícia local, após ser denunciado pelo pai de uma de suas supostas vítimas.

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