Ex-funcionário da Inteligência diz que Colômbia planejou derrubar Chávez

Bogotá, 7 set (EFE).- De acordo com o ex-chefe de informática do serviço de Inteligência da Colômbia Rafael García, o governo do presidente Álvaro Uribe elaborou uma conspiração contra o líder venezuelano, Hugo Chávez, que incluiu o envio de paramilitares e planejava o assassinato de personalidades.

EFE |

O procurador-geral interino da Colômbia, Guillermo Mendoza, disse hoje à emissora de rádio "RCN" que as declarações de García "conduziram a diversas investigações, acusações e até sentenças condenatórias", mas que em "outras ocasiões nada foi encontrado".

Em entrevista ao "Canal Uno" de televisão, García alegou que faziam parte do plano para derrubar e assassinar Chávez o ex-diretor do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) Jorge Noguera, preso por supostas conexões com paramilitares, e o Bloco Norte das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

"Houve toda uma conspiração contra o governo venezuelano, no qual até onde sei, participaram facções do Bloco Norte e do DAS, também estimuladas pelo ex-ministro (do Interior) Fernando Londoño", disse.

O ex-funcionário do DAS acrescentou que houve a participação, além disso, de alguns venezuelanos, como criadores de gado da fronteira entre os países.

Dentro do plano também estava a "sabotagem das cadeias de produção da Venezuela", que "provocaram uma greve em 2002 que causou ao país um enorme dano", disse.

Entre os planos, segundo García, havia o de "assassinar personalidades, com o objetivo de causar alvoroço na sociedade venezuelana".

"Muitos explosivos foram passados por funcionários do próprio DAS no posto de fronteira de Paraguachón na minha frente, eu os vi quando passaram", acrescentou.

Os principais alvos do grupo, de acordo com García, eram o presidente Chávez, o ex-vice-presidente José Vicente Rangel, o ex-ministro do Interior Jessi Rodríguez Chacón, e o procurador-geral, Isaias Rodríguez.

O ex-chefe de informática já tinha feito denúncias sobre um suposto complô do DAS e dos paramilitares contra o Governo venezuelano, mas os detalhes e nomes dos envolvidos só eram conhecidos pela Promotoria.

Mendoza explicou que apenas um testemunho não pode, por si só, ser o suficiente para que o caso seja considerado como verdadeiro, e outras fontes deverão ser ouvidas.

A versão de García coincide com a dada por Hugo Chávez na cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em agosto, na Argentina, sobre um plano elaborado na Colômbia contra ele. EFE fer/id/mh

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