WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acaba de dificultar a vida dos fabricantes de cigarros, mas não deixa de fumar um cigarrinho escondido, vez por outra. Obama, que vem lutando publicamente para abandonar o vício, disse que ainda não se livrou inteiramente do tabagismo, mesmo depois de promulgar uma lei esta semana que provavelmente vai impor regras novas e mais duras à indústria do cigarro.

"Como ex-fumante, eu me debato continuamente com a dependência. Se me deixei levar ocasionalmente por ela? Sim. Se sou fumante diário, constante? Não", disse Obama numa entrevista coletiva à imprensa.

"Não fumo na frente de minhas filhas, não fumo diante de minha família. Eu diria que estou 95 por cento curado, mas há momentos em que erro", disse ele.

A nova lei confere à FDA, órgão do governo que regula medicamentos e alimentos, o poder de impor restrições rígidas à manufatura e o marketing de produtos à base de tabaco.

Na cerimônia de assinatura da nova lei, na Casa Branca, na segunda-feira, Obama disse que faz parte dos quase 90 por cento dos fumantes que contraíram o vício antes dos 18 anos de idade.

"Uma vez que você percorre esse caminho, ele se torna algo contra o qual você luta continuamente. É precisamente por isso que é tão importante a lei que assinamos, porque o que não queremos é que crianças e jovens entrem nesse caminho pela primeira vez", disse ele na coletiva de imprensa.

Quase 20 por cento dos norte-americanos fumam, e o tabagismo mata cerca de 440 mil pessoas por ano nos Estados Unidos, em decorrência de câncer, doenças cardíacas, enfisema e outras enfermidades.

(Por Andy Sullivan)

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