Exército turco diz que lutas internas do PKK deixaram 17 mortos

Istambul, 20 fev (EFE).- As lutas internas pela liderança no Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixaram 17 mortos, em um episódio que é mais um passo na divisão interna entre as correntes mais moderadas e os radicais dentro do grupo armado.

EFE |

Segundo fontes militares citadas hoje pela agência "Anadolu", as brigas internas teriam se agravado nas últimas semanas entre o atual líder do PKK, Murat Karayilan, e o líder do aparelho militar, as Forças de Defesa Popular (HPG), "O Dr. Bahoz Erdal", um apelido por trás do qual se acredita que se esconde Fehman Hüseyin, um curdo de origem síria.

Na opinião de diversos analistas de Turquia e Síria, Karayilan lidera a chamada corrente "turca" ou "pacifista", partidária de chegar a um acordo político com Ancara para deixar as armas, enquanto Erdal lidera a corrente "síria", partidária de continuar a luta armada.

O confronto entre as duas facções teria acontecido após a detenção de Bahoz Erdal, acusado pela liderança do grupo "de ter causado um grande número de baixas (ao PKK) por não seguir as diretrizes da organização", informou a "Anadolu".

O Exército turco afirmou ter sido informado deste confronto após os camponeses da região terem descoberto os corpos dos militantes curdos que a organização teria pretendido ocultar enterrando.

No entanto, o PKK desmentiu que exista tal divisão na organização armada, considerada um grupo terrorista pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela Turquia.

As lutas internas e as execuções de desertores não foram alheias ao PKK, especialmente após a detenção, em 1999, de seu líder, Abdullah Öcalan, e após a saída da organização em 2003 de um grupo reformista liderado pelo irmão do fundador do PKK, Osman Öcalan.

Segundo a The Jamestown Foundation, um comitê de especialistas em terrorismo, no ano passado também aconteceram fortes diferenças entre Karayilan e outro dos líderes do PKK, Cemil Bayik, que teriam culminado com a fuga do último para o Irã, onde atua uma organização irmã do PKK, o PJAK. EFE amu/fal

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