Exército turco bombardeia bases do PKK no norte do Iraque

Istambul, 29 jul (EFE).- Aviões do Exército turco bombardearam nesta terça-feira alvos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia.

EFE |

A primeira das áreas atacadas é uma das montanhas da cordilheira de Kandil, que fica a cerca de 150 quilômetros da fronteira turco-iraquiana e junto com a do Irã, onde se acredita estar o acampamento central dos rebeldes curdos.

No entanto, o ataque de hoje foi centrado em alvos de menor importância, assegurou o Exército.

O comunicado explicou que os serviços de inteligência do Exército turco, aos quais os Estados Unidos enviam informações em tempo real sobre as posições do PKK, detectaram "uma caverna de grande dimensão que era utilizada como refúgio por um grupo de 30 a 40 terroristas".

Segundo o Exército turco, os aviões bombardearam "com precisão" o lugar e "neutralizaram grande parte do grupo".

Outro grupo de caças bombardeou a região de Zap, também próxima à fronteira com a Turquia.

Desde o domingo passado os aviões do Exército turco bombardeiam várias áreas do norte do Iraque, onde estão as bases do grupo armado curdo.

Embora alguns meios de comunicação e grupos políticos tenham acusado o PKK de estar por trás do atentado, que no domingo passado causou a morte de 17 pessoas em Istambul, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu que não se especule sobre a autoria até que a Polícia faça as apurações.

O Exército turco também não garantiu haver relação entre este ataque e o atentado.

Desde que o Governo turco concedeu ao Exército, em novembro passado, a possibilidade de realizar operações além das fronteiras no norte do Iraque contra o grupo armado curdo - que tem validade de um ano -, as incursões aéreas e os bombardeios acontecem periodicamente.

O PKK se muniu de armas em 1984 para exigir a independência dos 12 milhões de curdos que vivem na Turquia e, desde então, mais de 35 mil pessoas morreram na guerra não declarada entre rebeldes curdos e forças de segurança turcas. EFE amu/fh/rr

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