Exército turco bombardeia 16 alvos do PKK no Iraque

Ancara, 26 set (EFE) - O Exército turco confirmou hoje que seus aviões-caça bombardearam, nesta quinta-feira à noite, bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, que atingiram 16 alvos próximo às montanhas de Qandil.

EFE |

A informação das fontes oficiais turcas foi divulgada depois que Jabbar al-Yawer, porta-voz do Ministério Militar da administração regional curda do Iraque, disse ao canal "NTV" que várias regiões das montanhas de Qandil e um campo do PKL foram bombardeadas por aviões turcos.

Os bombardeios começaram por volta das 16h45 (de Brasília) de quinta-feira, segundo a fonte.

O governador de Çoman - aldeia mais próxima da área de Qandil onde o PKK tem suas principais bases -, Abdulvahid Gani, afirmou que 16 aviões turcos bombardearam as montanhas sem causar vítimas entre a população civil.

Em entrevista coletiva aos jornalistas turcos, o Estado-Maior confirmou hoje a incursão aérea além da fronteira e assegurou que foram atingidos 16 alvos pertencentes ao PKK.

Além disso, afirmou que todos os aviões-caça retornaram às suas bases após a bem-sucedida operação, mas disse não poder calcular ainda as baixas causadas no PKK, pois o trabalho dos serviços de inteligência para determiná-las ainda continua.

Ao mesmo tempo, foram informadas de operações em curso contra o PKK dentro da Turquia, principalmente nas províncias do leste e sudoeste, onde se concentra a maioria da população curda no país.

Nessas regiões foram registrados, desde o começo deste mês, aproximadamente 127 incidentes, dos quais cerca de 40% são atribuídos a ataques com minas efetuados pelo PKK.

O Estado-Maior informou que entre 1º e 25 de setembro, 47 terroristas morreram e dez foram presos, enquanto 14 soldados e três guardas paramilitares do Exército também faleceram.

O PKK, considerado uma organização terrorista por Turquia, União Européia (UE) e Estados Unidos, pegou em armas em 1984 para pedir a independência dos cerca de 12 milhões de curdos que vivem na Turquia, e, desde então, mais de 35 mil pessoas morreram na guerra não-declarada entre a guerrilha e forças de segurança turcas. EFE dt/fh/db

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