Exército turco acusa curdos do Iraque de não cooperarem com luta contra PKK

Istambul, 5 out (EFE).- O Exército turco acusou hoje o Governo autônomo do Curdistão iraquiano (norte) de não cooperar na luta da Turquia contra o grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), informou o canal CNN-Türk.

EFE |

Em declarações a jornalistas turcos, o vice-chefe do Exército turco, general Hasan Igsiz, se queixou de os dirigentes do norte do Iraque não estarem apoiando a luta.

A entrevista de Igsiz foi concedida dois dias depois do ataque do PKK, lançado de território iraquiano, que matou 15 soldados de serviço em um posto de vigilância em Aktütün, no extremo sudeste da Turquia e a quatro quilômetros do Iraque e a 40 do Irã.

No entanto, o general turco disse que "os terroristas não conseguiram seu objetivo", que era entrar na Turquia e tomar o controle da região, explicou.

O Estado-Maior também negou que o ataque tenha sido fruto de uma falha no sistema de espionagem e garantiu que "não há nenhum problema na cooperação com os Estados Unidos", que disponibilizam informação em tempo real sobre a situação na fronteira iraquiana.

Ainda assim, o Exército turco informou que modificará o local do posto de vigilância de Aktütün e de outros quatro pontos fronteiriços vulneráveis a ataques do PKK, grupo considerado terrorista por Turquia, União Européia (UE) e EUA.

Em entrevista conjunta na manhã de hoje, o subsecretário de Estado dos EUA, John Negroponte, e o presidente da região autônoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, condenaram o ataque do PKK.

"Em pouco tempo estaremos em Bagdá (com representantes da Turquia). Espero que lá solucionemos estes problemas", afirmou Barzani, que foi um dos dirigentes curdos que mais se opuseram às operações militares turcas no Iraque.

Na noite deste sábado, o presidente do Iraque, o também curdo Jalal Talabani, pediu ao presidente turco, Abdullah Gül, que convoque uma reunião urgente da comissão de segurança trilateral (EUA, Turquia e Iraque) para encontrar soluções para a presença do PKK no país árabe.

O Governo turco informou hoje que os dois soldados com os quais se perdeu contato durante o combate contra o PKK continuam "desaparecidos". O Exército cogita a possibilidade de eles estarem mortos. EFE amu/fh/sc

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