Exército tailandês tenta sufocar protestos contra o governo

O Exército da Tailândia recebeu ordens para sufocar os protestos contra o governo em Bangcoc.

Redação com AFP |

Cenas de caos ocorreram nas imediações da sede parlamentar, depois que a polícia disparou bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes. As pessoas saíram em disparada, enquanto alguns tentavam virar os carros da polícia.

Oito policiais foram feridos a tiros ou facadas, segundo testemunhas, em distúrbios após meses de manifestações para provocar a queda do governo eleito, ligado ao derrubado primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, que vive exilado na Grã-Bretanha.

Explosão fatal

Um homem morreu na explosão de um carro-bomba perto do local dos protestos, informou a polícia, que não confirmou se o incidente estava vinculado às manifestações. Um hospital também informou a morte de uma manifestante, que ainda não foi confirmada.

"A polícia pediu nossa ajuda para manter a lei", afirmou à AFP o porta-voz do Exército, coronel Sunsern Kaewkumnerd, sem especificar o número de soldados mobilizados.

"As tropas enviadas estão desarmadas", disse.

O primeiro-ministro Somchai Wongsawat - que está a apenas três semanas no cargo - disse que não pretende renunciar nem decretar estado de exceção .

"Não, não estou considerando isso em absoluto", afirmou Somchai à imprensa ao ser questionado se pensava em impor um decreto ao reino para acabar com vários meses de protestos.


Manifestantes e policiais entram em confronto na Tailândia / AP

Somchai disse que a polícia seguirá a cargo da segurança na capital e insistiu que não renunciará ao cargo.

"Continuarei com meu trabalho", assegurou.

O discurso foi feito, mas a sessão acabou antes do previsto porque o Parlamento estava cercado por opositores furiosos, o que obrigou o premier e cinco colaboradores a fugirem pulando uma cerca.


Polícia tailandesa tenta conter manifestantes / Reuters

Mais tarde, a polícia entrou em ação pela terceira vez para dispersar 8.000 manifestantes, o que permitiu a saída dos políticos do Parlamento.

Protestos

O conflito teve início no fim de maio com o início de uma campanha para derrubar o governo iderada pela Aliança Popular para a Democracia (APD), uma coalizão que reúne monarquistas e sindicalistas que ocupa a sede de governo de Bangcoc desde 26 de agosto.

A APD afirma que prosseguirá com os protestos enquanto permanecer no poder o Partido do Poder do Povo (PPP), dominado pelos aliados do milionário Thaksin Shinawatra, que governou a Tailândia de 2001 a 2006, até que foi derrubado por um golpe militar.

O novo primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, cunhado de Thaksin, foi eleito pelo Parlamento em 17 de setembro, em substituição a Samak Sundaravej, forçado a renunciar pelas manifestações da APD e por uma decisão do Tribunal Constitucional.

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