Exército tailandês cerca 2.500 manifestantes em Bangcoc

Ao menos 2.500 manifestantes contrários ao governo seguiam reunidos na madrugada desta terça-feira em torno da sede do Executivo em Bangcoc, cercados pelo Exército, após um dia de violência e anarquia na Tailândia, que deixou dois mortos e 113 feridos.

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Manifestante tailandesa chora diante de soldados do exército após entregar-lhes flores em frente ao prédio das Nações Unidas, em Bangcoc

Os "camisas vermelhas" - partidários do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra - passaram a noite diante da sede do governo, em meio a crescente tensão, enquanto a zona era isolada por centenas de soldados, revelou à AFP um dos líderes dos opositores.

Na segunda-feira, os protestos deixaram dois mortos e 113 feridos em Bangcoc, incluindo 44 pessoas que permaneciam hospitalizadas na manhã de hoje, segundo os socorristas.

Durante a segunda-feira, os manifestantes levantaram barricadas, queimaram ônibus e atiraram pedras e coquetéis molotov contra os soldados, que reagiram com tiros de advertência, bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água.

No início da noite, os soldados conseguiram isolar os manifestantes, antes dispersos por Bangcoc, na zona da sede do governo, onde centenas de "camisas vermelhas" estão acampados desde 26 de março.

Os jornalistas já não têm acesso aos manifestantes, que acusam a imprensa de denegrir seu movimento em prol da volta de Shinawatra.

No domingo, o primeiro-ministro, Abhisit Vejjajiva, decretou o estado de emergência na capital da Tailândia.



Duas pessoas morrem em confrontos; veja o vídeo

* Com AFP e AP

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