Beirute, 13 mai (EFE).- O Exército começou hoje a se posicionar por todo o Líbano para assumir a segurança do país, depois de os combates entre a oposição, liderada pelo grupo xiita Hisbolá, e a maioria anti-síria terem deixado pelo menos 62 mortos e 200 feridos desde o começo da crise, no último dia 7.

Após reforçar as medidas de segurança nas áreas consideradas sensíveis, especialmente Beirute e a região montanhosa do sudeste, as forças armadas libanesas intensificaram seus controles e patrulhas desde as 6h (meia-noite de Brasília), para prevenir qualquer incidente ou presença armada.

"As unidades militares reprimirão qualquer infração individual ou coletiva conforme a lei, inclusive se isso implicar recorrer à força", anunciou ontem à noite o Exército em comunicado, no qual instou as partes a "cooperar" com as Forças Armadas, já que elas são "os responsáveis pela segurança".

Poucas horas antes de as forças armadas assumirem o controle da segurança, foram registrados enfrentamentos em Trípoli, a principal cidade do norte do país, segundo fontes policiais.

Os enfrentamentos desta madrugada, com armas automáticas, lança-granadas e morteiros, começaram às 3h (hora local) e duraram mais de uma hora.

Uma tensa calma continua reinando em Beirute e nas regiões montanhosas do sudeste do Líbano.

Na capital libanesa, muitas estradas continuam fechadas, assim como a que leva ao aeroporto, onde aterrissará amanhã uma delegação da Liga Árabe, que tratará de encontrar uma solução à crise política e institucional que atinge o Líbano desde 24 de novembro do ano passado.

A passagem fronteiriça de Masna, a principal ligação terrestre entre Síria e o Líbano, continua fechada.

Na noite passada, Hussein al-Khalil, adjunto político do chefe do Hisbolá, Hassan Nasrallah, reiterou que a oposição continuará com a desobediência civil até que suas reivindicações sejam atendidas.

O Hisbolá exige que o Executivo do primeiro-ministro, Fouad Siniora, anule duas decisões tomadas relativas ao desmantelamento de sua rede de telecomunicações e à destituição do chefe da segurança do aeroporto de Beirute, que seria ligado ao grupo xiita. EFE ks/mh

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