Exército quase impede soltura de reféns na Colômbia, diz membro de missão

Caracas, 1º fev (EFE).- A operação para a entrega dos quatro reféns que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertou hoje atrasou e esteve a ponto de ser abortada, dado o constante acompanhamento das Forças Armadas colombianas, disse hoje ao canal Telesur o jornalista colombiano Jorge Botero.

EFE |

Botero, integrante da missão humanitária encarregada de resgatar os reféns - que até agora não chegaram a Villavicencio, a 120 quilômetros de Bogotá -, declarou que os três policiais e o soldado libertados foram entregues à comitiva às 15h locais (18h de Brasília).

Ainda segundo ele, pode ter havido uma baixa entre os guerrilheiros.

O jornalista, integrante do grupo "Colombianos pela Paz", que intermediou todo o processo, disse que a atuação dos militares colombianos lhe causou "assombro e indignação", e que a missão tem um vídeo que prova a veracidade de suas denúncias.

"Vamos fazer divulgar publicamente essas gravações que estão em nosso poder, nas quais se detecta com clareza o acompanhamento que (os militares) estavam fazendo do helicóptero que estava nos transportando e das coordenadas que seguíamos", disse Botero.

Também em declarações a "Telesur", um comandante das Farc identificado como Jairo Martínez disse que se a operação não terminou às 8h (12h de Brasília), como estava previsto, foi devido ao assédio dos militares.

Segundo o líder guerrilheiro, durante a operação de entrega houve trocas de tiros.

"Nós perdemos um guerrilheiro, de nome Saúl, e o Exército sumiu com outro, que fazia a guarda dos prisioneiros de guerra", ressaltou o rebelde à "Telesur". EFE rr/sc

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