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Exército pede que Governo tailandês dissolva Parlamento e convoque eleições

Gaspar Ruiz-Canela. Bangcoc, 26 nov (EFE).- O chefe do Exército da Tailândia, general Anupong Paochinda, pediu hoje que o Governo dissolva o Parlamento e convoque eleições para resolver a crise política causada pelos protestos que terminaram com a invasão do aeroporto internacional Suvarnabhumi, em Bangcoc, por manifestantes.

EFE |

"Isso não é um levante. O Governo continua tendo total autoridade. Esses pontos são a via para resolver o problema que colocou o país em uma crise profunda", declarou Paochinda em entrevista coletiva após uma reunião de duas horas com autoridades, empresários e acadêmicos.

O general disse que o primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, deve dar o primeiro passo com a dissolução do Legislativo, enquanto a Aliança do Povo para a Democracia, organizadora dos protestos, têm que pôr fim à mobilização.

Em seu retorno à Tailândia, após ter participado da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), realizada no final de semana no Peru, Wongsawat não se pronunciou sobre a proposta feita pelo chefe do Exército, que já tinha recomendado essa solução anteriormente.

No entanto, o porta-voz do Governo tailandês, Nattawut Saikuar, declarou à televisão estatal que "o primeiro-ministro disse várias vezes que não renunciará porque foi eleito democraticamente. Isso continua valendo".

Ao invés de ficar em Bangcoc, Wongsawat buscou na capital vários membros de seu Gabinete, e no mesmo avião que o trouxe de volta à Tailândia, seguiu para a cidade de Chiang Mai, no norte do país e reduto de sua legenda, Partido do Poder do Povo (PPP).

Wongsawat deve retornar a Bangcoc para ser recebido em audiência pelo rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, que interveio na crise de 1992 para acabar com os confrontos entre o Governo e os manifestantes, liderados na época pelo ex-governador de Bangcoc Chamlong Srimuang, agora um dos líderes da Aliança do Povo para a Democracia.

Os líderes dos protestos reiteraram que qualquer solução passa pela renúncia incondicional do primeiro-ministro e de seu Gabinete, e afirmaram que a dissolução do Parlamento não resolverá a crise.

"O problema não será solucionado com a dissolução do Legislativo, o que não queremos é que a continuidade do Governo (de Wongsawat), nem em qualidade de interino antes de eleições", disse aos jornalistas Suriyasai Katasila, outro dos líderes da Aliança do Povo para a Democracia.

O aeroporto Suvarnabhumi, um dos mais movimentados da Ásia, suspendeu todos os vôos, depois que milhares de militantes da Aliança do Povo para a Democracia, munidos de pedaços de madeira e barras de metal, invadiram o terminal e tomaram uma torre de controle do tráfego aéreo.

Pelo menos 10 mil turistas foram prejudicados com o cancelamento dos vôos e cerca de 4 mil foram retirados da área de vôos internacionais de Suvarnabhumi.

O fechamento temporário de Suvarnabhumi, por onde passam diariamente 125 mil passageiros e cujas pistas recebem em média 76 aviões por hora, obrigou o cancelamento de 292 vôos. A paralisação representa perdas diárias de 53 milhões de bahts (US$ 1,5 milhão) apenas em pedágios por aterrissagens e decolagens.

No começo da manhã, 12 pessoas ficaram feridas em várias explosões de granadas de mão lançadas contra manifestantes concentrados em Suvarnabhumi e no antigo aeroporto de Don Muang, onde o primeiro-ministro e seu Gabinete estão instalados temporariamente.

A sede do Governo está tomada há três meses pelos manifestantes, que transformaram o local em um acampamento com comida e bebida grátis.

"Os manifestantes deixarão os dois aeroportos e a sede do Governo quando o primeiro-ministro renunciar", afirmou Sondhi Limthongkul, o principal dirigente da Aliança do Povo para a Democracia e dono de vários meios de comunicação. EFE grc/wr/jp

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