Exército paquistanês nega assassinato de detidos durante ofensiva

Islamabad, 25 ago (EFE).- O Exército do Paquistão classificou hoje como uma campanha maliciosa as denúncias de assassinatos extrajudiciais supostamente cometidos por suas tropas durante a ofensiva contra a insurgência talibã no Vale do Swat (norte).

EFE |

"É absolutamente infundado. Trata-se de uma campanha maliciosa contra o Exército. Já desmentimos esta informação e voltamos a desmenti-la", disse hoje à Agência Efe o porta-voz do Exército, Athar Abbas.

A Comissão de Direitos Humanos do Paquistão pediu ao Governo paquistanês que abra uma "investigação imparcial e transparente" sobre a descoberta de corpos de insurgentes que supostamente tinham sido detidos e posteriormente assassinados por membros do Exército.

"A Comissão (...) teve acesso a informações de assassinatos extrajudiciais e denúncias" de que estas mortes foram resultado de "ataques repressivos das forças de segurança durante a ofensiva no Vale do Swat", segundo uma nota emitida pelo órgão na semana passada.

O Exército admitiu que foram encontradas "valas comuns" com corpos de insurgentes, mas assegurou que estes foram assassinados pelos próprios fundamentalistas.

"Já nos demos conta há semanas da existência de valas comuns.

Foram os talibãs que mataram seus próprios companheiros. É uma mostra da brutalidade deles", reiterou Abbas nesta terça-feira.

"Temos o apoio da população local na ofensiva. Disso não há dúvida. Não sei o que pretende a Comissão de Direitos Humanos com suas acusações", reclamou o porta-voz militar.

No fim de abril, o Exército lançou uma operação de grande envergadura contra os rebeldes instalados no Vale do Swat e outros distritos vizinhos. Segundo cálculos militares, os confrontos entre as partes já causaram a morte de 1.700 fundamentalistas e de mais 200 soldados. EFE igb/sc

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