Exército paquistanês mata 80 talibãs em 5 dias de ofensiva

Islamabad, 3 mai (EFE).- O Exército paquistanês afirmou hoje que matou 80 supostos talibãs no distrito de Buner, a cerca de 100 quilômetros de Islamabad, desde o início de sua ofensiva militar, há cinco dias.

EFE |

O brigadeiro Fayyaz, responsável da operação, disse à imprensa que a ofensiva continua em andamento e que as tropas mataram 21 suicidas que pretendiam cometer atentados contra o Exército, segundo o canal privado "Geo TV".

A operação, conduzida, principalmente, pela Guarda de Fronteiras e que conta com o apoio de helicópteros militares, já conseguiu retirar os insurgentes tanto da capital de Buner, Daggar, quanto de áreas vizinhas.

No entanto, os talibãs continuam tendo forte presença nas áreas de Pir Baba e Sultan Bukhsh, onde as tropas devem atacar agora, segundo Fayyaz.

Os insurgentes, com um importante reduto no vizinho Vale do Swat, tinham se estendido a outros distritos no início de abril, entre eles Buner, a cerca de 100 quilômetros de Islamabad, o que gerou a preocupação da classe política paquistanesa e dos EUA.

No entanto, Fayyaz negou hoje que os insurgentes presentes em Buner sejam do Vale do Swat, e disse que provêm da região tribal do Waziristão - onde estaria escondido o líder dos talibãs paquistaneses, Baitullah Mehsud - ou são estrangeiros.

Três membros das forças de segurança paquistaneses morreram durante a operação, por enquanto, e seis ficaram feridos, segundo Fayyaz.

O porta-voz do Exército, Athar Abbas, já tinha informado, ao anunciar o início da ofensiva, sobre a morte de 50 fundamentalistas.

Além de Buner, o Exército trava combates com os insurgentes em outros pontos do norte do Paquistão e nas áreas tribais fronteiriças com o Afeganistão.

O avanço talibã a este distrito aconteceu após a assinatura de um polêmico acordo em fevereiro entre as autoridades regionais e os fundamentalistas de Swat.

O acordo, apoiado recentemente pelo Parlamento nacional e assinado pelo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, prevê a aplicação da sharia (lei islâmica) na divisão regional de Malakand, que inclui Buner e o próprio Vale de Swat, após a pacificação da área. EFE igb/an

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