Exército paquistanês intensifica trabalhos de resgate em região de terremoto

(atualiza com novo número de vítimas e detalhes das operações de resgate) Islamabad, 30 out (EFE).- O Exército do Paquistão e as agências internacionais redobram hoje os esforços nas operações de resgate na província do Baluchistão, no sudoeste do país, onde pelo menos 149 pessoas morreram por causa do terremoto registrado nesta quarta.

EFE |

Uma fonte da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres paquistanesa (NDMA, em inglês) disse hoje à Agência Efe que o terremoto matou 149 pessoas e deixou 375 feridos.

Enquanto isto, fontes policiais citadas pela emissora "Geo TV" aumentaram para 236 o número de mortos.

Cerca de 2 mil casas ficaram destruídas em conseqüência do terremoto, de 6,2 graus na escala Richter e seguido de múltiplas réplicas, o que forçou o deslocamento de 2,9 mil a 3,3 mil pessoas.

O Exército paquistanês destacou 750 soldados para realizar os trabalhos de resgate, nos quais helicópteros estão sendo usados.

Várias equipes médicas seguiram para as áreas afetadas, onde foi instalado um hospital de campanha.

A porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Paquistão, Antonia Paradela, disse hoje à Efe que o Exército está desenvolvendo uma intensa atividade para chegar às regiões montanhosas de difícil acesso.

Paradela afirmou que, durante a noite, foi registrada uma nova réplica do terremoto, por isto teme-se que novos desmoronamentos de casas tenham ocorrido.

A porta-voz assegurou que muitos moradores das zonas afetadas abandonaram suas casas e passaram a noite nas ruas com medo de novos tremores.

O terremoto aconteceu por volta das 4h da última quarta (21h de terça-feira, horário de Brasília), e seu epicentro foi nas montanhas de Chiltan, a 70 quilômetros da cidade de Quetta, capital do Baluchistão.

Cerca de 12 horas mais tarde, foi registrada uma réplica de mesma intensidade na região, que foi seguida por outra durante a noite passada.

Segundo Paradela, os tremores aconteceram em uma região muito pobre e montanhosa, na qual as temperaturas são baixas e os acessos difíceis, o que faz com que os trabalhos de resgate sejam complicados.

Além disso, as infra-estruturas e as comunicações foram danificadas em conseqüência dos tremores e há regiões às quais o acesso por estrada é impossível.

As localidades mais afetadas são Loralai, Chaman, Pishin, Kuchlak, Quetta, e principalmente Ziarat, onde se calcula que 15 mil pessoas tenham ficado sem suas casas.

O Governo paquistanês pediu a cooperação de organizações internacionais para fornecer água potável, alimentos, tendas de campanha e assistência básica aos afetados, acrescentou Paradela.

A porta-voz do Unicef explicou que os moradores da região são sensíveis a este tipo de catástrofes já que ainda lembram o terremoto que destruiu a cidade de Quetta em 1930.

"Foi um terremoto pouco profundo, mas muito destrutivo", disse o diretor-geral do Departamento Meteorológico Paquistanês, Qamar Zaman Chaudhry, à "Geo TV".

Chaudhry avisou que estão previstas várias réplicas de intensidade similar à do terremoto na próxima semana.

O Governo dos Estados Unidos já anunciou que doará US$ 1 milhão através de organizações internacionais para ajudar as vítimas do terremoto, informa a agência "APP". EFE igb/wr/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG