Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Exército paquistanês está preparado para a guerra, diz porta-voz

Rawalpindi (Paquistão), 14 dez (EFE).- O Exército do Paquistão está preparado para qualquer confronto bélico, disse, em entrevista à Agência Efe, o porta-voz dessa força, Athar Abbas, que admitiu que as tropas estão muito ocupadas nas várias frentes abertas contra a insurgência no oeste e no norte do país.

EFE |

"Temos um Exército muito profissional, que tem a função de defender o país, especialmente nestas condições adversas. E assim é basicamente o Exército indiano também", disse o porta-voz das Forças Armadas paquistanesas.

"Mas, neste momento, não há ameaça" do lado indiano, acrescentou.

O porta-voz reconheceu que o Exército está "muito ocupado" em suas ofensivas nas zonas tribais e no norte do Paquistão contra os fundamentalistas talibãs, mas admitiu que, em caso de "ameaça física" por parte da Índia, estas teriam que ser transferidas "de uma fronteira para a outra".

Na demarcação de Bajaur, na fronteira com o Afeganistão, "a operação está sendo muito cautelosa, para evitar efeitos colaterais", e, por enquanto, o resultado é "bem-sucedido", disse.

"Já capturamos Nawagai, a última área povoada antes da fronteira", disse, e acrescentou que a ofensiva está se deslocando agora para o sul, à região tribal limítrofe de Mohmand.

"Em Bajaur, ainda há entre 1,5 mil e 2 mil insurgentes", disse o porta-voz, que cifrou o número de fundamentalistas mortos entre 500 e 900, apesar de que, semanas atrás, as forças de segurança disseram ter matado pelo menos 1,5 mil.

Outra ofensiva ocorre no Vale de Swat, fora das áreas tribais, onde "a luta ainda continua".

"Perdemos tempo com as negociações (com os talibãs), mas depois voltamos e está melhorando a situação", disse Abbas, que afirmou que os distritos de Mingora, Char Bagh e Matta estão sob controle, apesar de que ainda ocorrerem "incidentes esporádicos".

O porta-voz acredita que as demarcações tribais do Waziristão do Norte e do Sul, onde estaria escondido o líder dos talibãs locais, Baitullah Mehsud, estão "tranqüilas", por isso outra operação militar não é justificada neste momento.

Na região de Khyber, onde fica a passagem mais importante ao vizinho Afeganistão, o Exército "tenta garantir a segurança" dos comboios de abastecimento da Otan que transitam pela área, onde houve um aumento de ataques nos últimos dias.

O porta-voz militar garantiu que as forças de segurança também estão fazendo tudo o que podem contra o Lashkar-e-Toiba (LeT), grupo caxemiriano ao qual a Índia responsabiliza pelos recentes ataques em Mumbai, e contra a organização que daria apoio ao primeiro, o Jamaat-ud-Dawa (JuD).

"A operação está em andamento em todo o país, estamos fechando suas sedes e detendo dezenas de ativistas" do JuD, disse Abbas, que reconheceu que existe "pressão" da comunidade internacional para que o Paquistão atue contra estes grupos.

"Nosso país também sofre com os mesmos terroristas", lamentou, insistindo em que o Exército já está atuando contra esses "atores não estatais".

"Você acredita que podemos apoiar um determinado grupo se seu grupo irmão está nos matando, acredita que alguém na cúpula (militar) pode permitir isso? Claro, eu não permitirei que isso aconteça. Isso busca nos desprestigiar, desacreditar o esforço do Paquistão nesta guerra", disse o porta-voz. EFE igb-amp/an

Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG