Exército paquistanês captura porta-voz dos talibãs no norte do país

Islamabad, 11 set (EFE).- As forças de segurança paquistaneses detiveram um destacado líder insurgente que exercia como porta-voz dos talibãs no vale de Swat (note), informou hoje a Efe o porta-voz do Exército, Athar Abbas.

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"Sim, detivemos a Muslim Khan. Mas não podemos dar mais detalhes nestes momentos, poderia ajudar aos insurgentes", explicou Abbas, quem não explicou as circunstâncias da detenção do porta-voz de Tehrik-El-Talibã Paquistão (TTP+), movimento que aglutina diversas facções talibãs do país.

Abbas acrescentou que as forças que comanda também têm sob sua custódia outro importante líder da região, o comandante Mahmoud Khan.

A notícia chega depois que hoje o jornal paquistanês "The News" divulgasse a existência de supostas conversas secretas durante os últimos oito dias de cinco membros da cúpula talibã em Swat, entre eles Muslim Khan e Mahmoud Khan, com o comando militar.

De acordo com o diário, que cita fontes da insurgência, os representantes talibãs se encontravam em paradeiro desconhecido há pelo menos três dias e se suspeitava que tivessem sido detidos pelas forças de segurança.

As autoridades paquistanesas tinham oferecido meses atrás uma recompensa de 10 milhões de rúpias (US$120 mil) por qualquer informação que ajudasse a capturar tanto a Muslim Khan como a Mehmood Khan.

O Exército paquistanês deu por concluído em julho uma operação de grande escala que lançou no final de abril em Swat e outros distritos adjacentes depois que os talibãs aproveitassem uma trégua para expandir-se a outros territórios.

Até o momento, mais de 1.700 insurgentes e cerca de 200 soldados morreram nos combates, que também feriram o líder do TTP na região, o mulá Fazlullah, que se encontra em paradeiro desconhecido, segundo o comando militar.

Os talibãs paquistaneses se encontram em um momento de fraqueza, estão sofrendo contínuas detenções e deserções e acabam de superar uma disputada transição de poder após a morte, em agosto, do líder Baitulah Mehsud, em um ataque com mísseis dos EUA. EFE igb/fk

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