Exército nega golpe de Estado e aeroportos de Bangcoc seguem bloqueados

O Exército tailandês negou nesta quinta-feira que esteja planejando um golpe de Estado, depois que a cidade de Bangcoc ficou isolada pelo ar em conseqüência das manifestações contrárias ao governo.

AFP |

Um ministro tailandês anunciou ainda que o governo vai declarar estado de exceção nos dois aeroportos da capital, ambos ocupados pelos manifestantes.

"O Exército moveu tanques por razões estratégicas, mas podemos confirmar que não há qualquer golpe de Estado e que o Exército não está em alerta", declarou à AFP o porta-voz das Forças Armadas, coronel Sunsern Kaewkumnerd.

Pouco antes, o governo tailandês pediu aos militares que permaneçam em seus quartéis, ao mesmo tempo que circulam rumores de golpe de Estado em um país em colapso pelas manifestações da oposição, informou o porta-voz do gabinete do primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

Os opositores nacionalistas e monárquicos da Aliança do Povo pela Democracia (PAD) ocupam desde terça-feira à noite o aeroporto internacional Suvarnabhumi. Na quarta-feira cercaram o segundo aeroporto de Bangcoc, Don Mueang, utilizado para vôos domésticos, e provocaram o fechamento do local.

As autoridades do aeroporto internacional informaram que o local permanecerá fechado até pelo menos sábado.

O governo do país autorizou mais de 20 companhias aéreas a utilizar uma base militar ao sudeste de Bangcoc.

Segundo o Conselho de Turismo da Tailândia, o fechamento do aeroporto internacional provoca prejuízos de sete milhões de dólares diários ao país.

Na terça-feira, 3.000 turistas se viram bloqueados em Suvarnabhumi. Eles foram retirados do local na quarta-feira.

O comandante das Forças Armadas, general Anupong Paojinda, pediu na quarta-feira que o primeiro-ministro Somchai Wongsawat dissolvesse o Parlamento e convocasse novas eleições, mas negou que estivesse dando um golpe de Estado.

O país teve eleições legislativas em dezembro de 2007.

Também pediu aos manifestantes que abandonassem as áreas ocupadas em Bangcoc, incluindo o aeroporto internacional e a sede do governo na capital, em vão.

No entanto, Wongsawat desafiou o poderoso chefe militar e insistiu que o governo eleito em dezembro é "legítimo" e que "seguirá em funções até o fim".

O premier fez as declarações em Chiang Mai (norte), já que não conseguiu pousar em Bangcoc ao retornar da reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (Apec).

Em Chiang Mai, ele presidiu uma reunião de emergência com o gabinete.

"O governo decidiu declarar estado de emergência em duas zonas em particular, no aeroporto de Don Mueang e no distrito de Bangpli, onde fica Suvarnabhumi", disse à AFP um ministro, que pediu anonimato.

A PAD, pró-monarquia, acusa o governo de ser um fantoche corrupto do ex-premier Thaksin Shinawatra, derrubado por um golpe militar em setembro de 2006 e exilado.

Desde 2006, os líderes da PAD, incluindo empresários, sindicalistas e ex-oficiais, criticam a "corrupção" do clã Thaksin, assim como sua "falta de patriotismo e de respeito pela monarquia".

ask/fp

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