(Atualiza com confirmação do Exército e outros detalhes) Beirute, 13 abr (EFE).- O Exército libanês confirmou hoje a morte de quatro soldados em um ataque perpetrado por um grupo de homens armados contra o comboio no qual trafegavam no leste do Líbano.

Segundo o comunicado oficial, o ataque teve lugar entre as regiões de Rayak e Baalbeck, quando os militares seguiam para a base aérea situada na primeira localidade.

"Um veículo do Exército caiu em uma emboscada, na qual quatro soldados morreram e um oficial ficou ferido", assegura o comando das Forças Armadas na nota.

Segundo a rede de televisão libanesa "LBC", que eleva o número de feridos a 13, os responsáveis pelo ataque se deslocavam em dois veículos 4x4, a partir dos quais lançaram um foguete.

De acordo com a "LBC", os criminosos mataram primeiro o motorista e depois se aproximaram do veículo, quando dispararam contra o resto de seus ocupantes.

No comunicado, o Exército solicitou aos habitantes das localidades próximas para não cooperarem e a não esconderem os responsáveis pelos ataques.

Segundo a imprensa local, o ataque, que aconteceu em uma zona habitada, provocou reações distintas na cidade de Balbek.

Um grupo de aldeões chegou a festejar o ocorrido dando tiros para o ar, enquanto que cerca de 100 turistas franceses que visitavam as ruínas romanas existentes no local foram embora em pânico.

As forças de segurança intensificaram sua presença na área do ataque, que pode ter ocorrido, segundo a imprensa local, em represália pela morte do grande narcotraficante libanês Ali Abbas Jaafar em um posto de controle no dia 27 de março.

Segundo fontes oficiais, Jaafar foi atingido depois de ter se negado a parar em um controle de segurança. No entanto, os membros de seu clã insistem em que foi emboscado e assassinado pelas forças de segurança.

O ataque de hoje, que coincide com o 34º aniversário do início da guerra civil libanesa (1975-1990), já foi condenado pelos altos escalões do país.

O presidente do Líbano, Michel Suleiman, pediu ao comandante-em-chefe do Exército, Jean Kajwayi, que puna "os criminosos para defender a dignidade do Exército e da pátria e para preservar a paz civil".

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, declarou que qualquer agressão contra o Exército é uma ofensa a todo o Líbano.

O primeiro-ministro do país, Fouad Sinora, que está em visita oficial ao Egito, disse que a lei deve prevalecer em todo o território libanês. EFE ks/bba

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