Exército israelense responde ao lançamento de foguetes a partir do Líbano

O Exército de Israel abriu fogo nesta quinta-feira em direção ao Líbano, depois que foguetes foram lançados a partir deste país contra o norte de Israel.

AFP |

"Disparamos diretamente contra a origem dos lançamentos dos foguetes procedentes do Líbano", declarou um porta-voz militar.

De acordo com a mesma fonte, Israel disparou cinco obuses em direção ao sul do Líbano.

Quatro foguetes do tipo Katiusha lançados a partir do Líbano caíram no oeste da Galiléia, na cidade de Nahariya e no kibutz Kabri. Cinco pessoas ficaram levemente feridas.

O porta-voz militar confirmou a queda de "vários" foguetes no norte do território israelense.

Os habitantes de Nahariya foram alertados a permanecer dentro de casa, em quartos protegidos.

Uma alta fonte dos serviços de segurança do Líbano confirmou à AFP que vários foguetes foram lançados a partir do sul do país.

No sul do Líbano, moradores da cidade de Tayer Harfa, próxima da fronteira com Israel, afirmaram ter ouvido fortes explosões às 6H30 locais (2H30 de Brasília).

A força da ONU no Líbano (Finul) foi informado e investiga o incidente.

Um porta-voz do movimento xiita libanês Hezbollah declarou não ter informações, enquanto um representante do grupo islamita palestino Hamas no Líbano afirmou que o movimento não está por trás dos ataques.

"Não foi nenhuma facção palestina e não sabemos quem lançou os mísseis", declarou à AFP Raafat Morra, porta-voz em Beirute do Hamas.

"O Hamas faz seu combate dentro da Palestina e temos por regra não utilizar nenhum território árabe para responder à ocupação. É uma política firme", disse.

"O que está acontecendo é culpa de Israel, porque é impossível controlar o mundo árabe e islâmico depois do massacre de Gaza", acrescentou.

Na quarta-feira, o líder do Hezbollah, Hassan Nasralah, afirmou estar preparado para uma nova guerra com Israel, ameaçando o Estado hebreu com represálias ainda mais graves que as do conflito de 2006, caso Israel abrisse uma segunda frente paralela à da Faixa de Gaza.

"Todas as possibilidades são reais e estão abertas", declarou.

Já o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, advertiu o Hezbollah contra qualquer provocação na fronteira norte de Israel.

Israel mobilizou milhares de reservistas no início da ofensiva na Faixa de Gaza e parte destes oficiais pode ser deslocada à fronteira norte, no caso de um ataque do Hezbollah.

O governo libanês, que tem um ministro representante do Hezbollah, afirma que o país não deseja uma nova guerra e que a formação xiita apóia esta posição.

Israel e o Hezbollah travaram uma guerra entre julho e agosto de 2006 no Líbano, depois do sequestro de dois soldados israelenses por parte do movimento xiita na fronteira.

bur-app/fp

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