Exército israelense nega ter disparado contra campo de refugiados palestino

Gaza, 5 abr (EFE).- O Exército israelense negou ter disparado sua artilharia na tarde deste sábado contra um terreno agrícola do campo de refugiados de Jabalya em episódio que terminou com a morte de um palestino.

EFE |

Uma porta-voz do escritório de informação do Exército de Israel disse à Agência Efe que, esta tarde, milicianos palestinos dispararam um míssil antitanque contra uma patrulha israelense na zona norte da fronteira com Gaza.

Ela afirmou que o Exército não respondeu ao ataque e negou o uso de artilharia contra o campo de refugiados de Jabalya, onde um palestino morreu e um de seus familiares ficou gravemente ferido.

Moradores da região disseram posteriormente que o agricultor morreu pelo impacto de um foguete disparado do solo palestino contra Israel e que, aparentemente, não alcançou seu objetivo.

Fontes do hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, identificaram o agricultor como Rafat Mansur, de 35 anos, que já chegou morto ao centro médico junto com um parente, este com ferimentos graves.

A vítima mortal foi atingida por estilhaços, confirmaram as fontes, indicando que um carro de combate israelense disparou contra o terreno de cultivo dos agricultores ao leste do campo de refugiados de Jabalya.

Fontes de segurança palestinas disseram que forças especiais israelenses efetuaram uma incursão na zona, onde aconteceu um combate armado com vários milicianos que se opuseram à invasão.

A zona fronteiriça junto à cerca de segurança que separa o norte de Gaza do território israelense é palco habitual de conflitos entre o Exército de Israel e milicianos, aos quais se somam ações militares.

Desta zona, milícias palestinas costumam disparar foguetes de fabricação caseira e bombas contra comunidades israelenses. EFE Sa'ar/mac/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG