Exército israelense nega ter advertido Gaza de ataque iminente

Jerusalém, 1 abr (EFE).- O Exército israelense desmentiu que tenha lançado panfletos em Gaza nas últimas horas nos quais adverte à população palestina de um ataque iminente em resposta à morte de dois soldados na semana passada.

EFE |

Um porta-voz militar desmentiu categoricamente à Agência Efe que o Exército tenha lançado panfletos sobre a faixa hoje e assegurou que "não sabemos de onde saíram" os impressos encontrados por testemunhas que residem na faixa.

Segundo moradores de Gaza, aviões de guerra israelenses lançaram centenas de panfletos sobre zonas distintas da faixa, controlada pelo movimento muçulmano Hamas, em que pedem à população que restrinjam seus movimentos em zonas abertas nesta sexta-feira.

Um dos supostos panfletos contém a imagem de uma criança com uma flor e diz aos palestinos que "esperem uma resposta amanhã" pela morte de dois soldados, entre eles um alto oficial, em um enfrentamento armado na sexta-feira.

O porta-voz militar mostrou surpresa com a descrição do desenho no folheto. "De qualquer forma, é algo que nós nunca colocamos quando fizemos (panfletos)".

No passado o Exército israelense empregou a técnica dos panfletos antes e durante operações militares em Gaza para pedir à população que abandonasse zonas que iam a ser atacadas ou que não desse apoio aos milicianos.

Os dois militares israelenses, assim como dois palestinos, morreram em uma emboscada perto da fronteira na altura da cidade de Janyunes da qual se responsabilizaram, de forma separada, o braço armado do movimento islamita Hamas e o do pró-iraniano Jihad Islâmica.

O ocorrido na sexta-feira foi o mais grave na zona desde o ataque de 22 dias que Israel lançou em Gaza no final de 2008. Na ofensiva morreram 1,4 mil palestinos, a maioria civis, e 13 soldados israelenses.

Desde então reina um frágil cessar-fogo na zona com violações esporádicas que se intensificaram nas últimas quatro semanas colocando em perigo a estabilidade na região. EFE Sa'ar-elb/pb

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