Jerusalém, 26 nov (EFE).- O Exército israelense assassinou milicianos palestinos que podiam ser presos e com pleno conhecimento de que civis podiam morrer na operação, em violação das normas do Tribunal Supremo, informa hoje o jornal Haaretz.

O jornal tira esta conclusão de resumos operacionais do Exército aos quais teve acesso e nos quais altos comandantes militares dão sinal verde por escrito a operações aparentemente contrárias às linhas mestras que a máxima autoridade jurídica do país marcou em dezembro de 2006.

A Corte Suprema só autoriza a eliminação de supostos autores de um ataque iminente contra Israel que não possam ser detidos, e sempre que o dano potencial contra civis seja limitado.

No entanto, o Exército israelense realizou a eliminação de um membro de um grupo que cumpria estes critérios para não prejudicar a visita em breve de um alto funcionário americano, acrescenta a informação.

O "Ha'aretz" revela também que o Estado de Israel mentiu ao Supremo ao dizer que os assassinatos seletivos estavam submetidos a uma série de restrições claras, antes que o tribunal marcasse suas linhas vermelhas.

A política de "assassinatos seletivos" foi extensamente usada por Israel durante os anos mais duros da Segunda Intifada, iniciada em setembro de 2000, como método dissuasório contra grupos armados e líderes palestinos, como o fundador do Hamas, xeque Ahmed Yassin, e seu substituto, Abdel Aziz Rantissi. EFE ap/an

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