Exército israelense mata manifestante palestino, dizem testemunhas

Jerusalém, 17 abr (EFE).- O Exército israelense matou hoje um jovem palestino quando ele participava de uma manifestação na aldeia de Bilin contra o muro de separação que Israel está construindo no território ocupado da Cisjordânia, informaram à Agência Efe testemunhas.

EFE |

A vítima fatal, identificada como Basim Abu Rahme, de 29 anos, fazia uma manifestação junto com cerca de 200 ativistas palestinos e internacionais nas proximidades do muro, em uma convocação que ocorre todas as sextas-feiras, há quatro anos.

"Quando chegamos ali, os soldados começaram a lançar gás lacrimogêneo e a atirar. Dispararam um cartucho de gás a grande velocidade que atingiu Basim no estômago", disse Mohamad Khatib, outro manifestante e membro do Comitê Popular de Bil'in, que disse que o incidente aconteceu por volta das 14h (8h de Brasília).

Segundo Khatib, o protesto "era inteiramente pacífico, nem sequer havia gente jogando pedras", o que não evitou que os militares israelenses "começassem a atacar" quando os manifestantes se aproximaram da porta existente no muro.

Uma porta-voz do Exército disse à Efe que "cerca de 100 pessoas estavam atirando pedras" e que os soldados "reprimiram os manifestantes com medidas antidistúrbios, como gás lacrimogêneo e balas de borracha".

Os tiros dos soldados "atingiram pelo menos uma pessoa", disse a porta-voz, que indicou que, por enquanto, não tem informação sobre o estado dessa vítima.

Embora os confrontos entre os ativistas e os soldados se repitam todas as semanas em Bil'in, este é o primeiro caso em que acontece uma morte.

Diversas organizações palestinas protestam contra o traçado do muro de separação e argumentam que este deixará os habitantes de Bil'in sem 60% de sua terra, que será utilizada para construir assentamentos judaicos. EFE aca/an

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