Exército israelense frustra grande operação do Hamas

O Exército israelense desbaratou neste sábado uma grande operação do movimento radical Hamas contra um posto fronteiriço em Gaza, em incidente que deixou três palestinos mortos e vários soldados israelenses feridos.

AFP |

Aproveitando a espessa fumaça provocada pelo lançamento de morteiros, terroristas suicidas do Hamas explodiram dois veículos militares perto da passagem de Kerem Shalom, entre o sul de Israel e a Faixa de Gaza, informou o Exército israelense.

"Os dois veículos, pintados com as cores do Exército israelense, explodiram perto de militares que estavam dentro de veículos blindados", relatou uma porta-voz militar.

O grupo terrorista havia levado até o local um terceiro veículo, um blindado leve roubado pelo Hamas da polícia palestina, no qual os militantes pretendiam aparentemente transportar soldados seqüestrados, segundo a mesma fonte.

Três palestinos morreram nos carros e no tiroteio que se seguiu às explosões, ainda de acordo com a porta-voz.

O incidente acontece poucas horas antes do início das festividades do Pessach, a páscoa judaica, que começa na noite deste sábado e termina oito dias depois.

Pelo menos 13 soldados israelenses ficaram feridos.

Na sexta-feira, um grupo de palestinos já havia tentado atacar o mesmo posto de controle.

"É a operação mais ambiciosa já lançada contra nossas tropas desde a retirada israelense da Faixa de Gaza", em setembro de 2005, declarou à imprensa o comandante da região sul de Israel, general Yoav Galand.

"O objetivo era perpetrar uma matança e seqüestrar o maior número possível de soldados", afirmou Galand.

As Brigadas de Ezzedine al Qassam, braço armado do Hamas, assumiram a autoria do ataque contra a passagem, através da qual chegam à empobrecida Faixa de Gaza mantimentos e ajuda humanitária.

Essa é a primeira vez que palestinos realizam atentados suicidas com carros-bomba nos últimos meses. O ataque deste sábado, no entanto, é o quinto organizado por militantes palestinos contra postos de controle israelenses na última semana.

Israel impôs um bloqueio à Faixa de Gaza depois que o Hamas tomou o controle do território, em junho de 2007, após expulsar as forças da Fatah, movimento do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

No começo de abril, dois civis israelenses morreram em um ataque realizado por militantes palestinos contra a passagem de Nahal Oz, por onde entram os caminhões de combustível para Gaza.

Na última quarta-feira, 18 palestinos - a maioria civis - e três soldados israelenses morreram em uma ação do Exército de Israel no território controlado pelo Hamas.

O movimento radical prometeu vingar a incursão israelense. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, declarou que a violência era "responsabilidade direta" do Hamas.

Israel já ameaçou lançar uma operação de grande escala contra o Hamas em Gaza em várias ocasiões. Nos últimos dias, a mídia tem apontado que a ação poderia ser levada a cabo depois do Pessach.

Por outro lado, nas primeiras horas deste sábado, um membro do braço armado do Hamas morreu em um ataque aéreo israelense durante uma breve incursão armada em Gaza, informaram fontes de segurança palestinas.

Pelo menos 419 pessoas já morreram desde que Israel e a Autoridade Palestina retomaram formalmente as negociações de paz, em novembro de 2007, durante a conferência de Annapolis (EUA), segundo uma contagem da AFP.

az-ms/ap

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