Exército israelense detém cerca de 20 pacifistas na Cisjordânia

Jerusalém, 27 jun (EFE).- Cerca de 20 ativistas e pacifistas, em sua maioria israelenses, foram detidos na Cisjordânia quando acompanhavam agricultores palestinos para protegê-los dos colonos judeus enquanto aqueles aravam suas terras, informaram à Agência Efe fontes do Exército.

EFE |

As detenções aconteceram hoje de manhã, nos arredores do povoado palestino de Hirbat Safa e da colônia judaica de Bat Ein, que ficam na Cisjordânia ocupada e perto da cidade de Belém.

Os confrontos na região acontecem quase todas as semanas. Para proteger os palestinos, há algum tempo um grupo de pacifistas e ativistas se desloca até a área para conter os ataques dos colonos israelenses.

"Hoje, o Exército declarou a 'Zona Militar Fechada', para evitar que houvesse novos confrontos. Apesar disso, cerca de 70 pessoas foram até o local, por houve um enfrentamento com as tropas do Exército, que proibiram o acesso (dos pacifistas e ativistas)", disse à Efe um porta-voz militar, que afirmou que neste sábado os colonos não foram à região.

Segundo o militar, "a entrada dos palestinos a suas terras é completamente livre". "Apenas os israelenses não podem entrar", acrescentou.

O porta-voz confirmou que cerca de 20 pessoas foram detidas na confusão e que pelo menos um ativista ficou levemente ferido ao cair no chão durante os confrontos.

Os palestinos que vivem em Hirbat Safa acusam os colonos de impedi-los de trabalhar em suas terras e de atear fogo em seus campos e árvores.

Os ativistas, por sua vez, acusam o Exército de não proteger os palestinos. Dizem ainda que, nos últimos seis fins de semana, os militares ficaram sem fazer nada enquanto assistiam aos colonos atacando os árabes. EFE aca/sc

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