Jerusalém, 5 fev (EFE).- O Exército israelense confirmou hoje a abordagem de uma embarcação procedente do Líbano, com bandeira do Togo, que pretendia se aproximar de forma ilegal à Faixa de Gaza para transferir ajuda humanitária.

Em comunicado divulgado pelas Forças Armadas de Israel, explica que a embarcação partiu do porto libanês de Trípoli há vários dias e que posteriormente, chegou ao Chipre, antes de continuar rumo à Faixa de Gaza.

"No mar, o navio foi contatado por Israel, e foi esclarecido que não seria autorizado a entrar nas águas litorâneas de Gaza, devido a riscos de segurança na zona e a existência de um bloqueio naval", afirma o comunicado militar.

Um porta-voz militar israelense disse à Agência Efe que, na tarde de ontem, navios da Marinha israelense se aproximaram da embarcação e estabeleceram comunicação direta através da rádio.

"Foi explicado que não seriam autorizados a entrar em Gaza, a que responderam que mudariam seu curso para a localidade egípcia de Al-Arish", acrescentou a fonte.

Relatou que, esta manhã, quando o navio se encontrava perto das águas litorâneas do Egito, "houve uma repentina mudança de rumo e viraram novamente sua trajetória em direção a Gaza".

O Exército israelense afirma que, nesse ponto das águas litorâneas de Gaza, a nave "se comportou de forma suspeita e sem respeitar os procedimentos navais, como responder às comunicações, o que gerou suspeitas de que poderia levar equipamento ilegal, como armamento, ou fosse um perigo para a segurança de Israel".

"Como resultado dessas ações adotadas pela tripulação do navio, a Força Naval israelense interceptou, abordou e tomou o controle da embarcação, e a dirigiu para o porto de Ashdod, em Israel", afirma o texto.

O porta-voz militar diz que, em nenhum momento, houve disparos e que a tripulação será interrogada pela Polícia israelense, enquanto as ajudas humanitárias a cargo do navio serão transferidas à Faixa de Gaza de forma regular.

Jamal al-Khudary, chefe do Comitê Palestino contra o Bloqueio a Gaza, disse, em comunicado, que o Exército israelense tinha bloqueado o navio, destruído seu instrumental de comunicações e agredido os passageiros a bordo.

"Esta ação a um navio libanês significa que Israel impedirá que qualquer navio de solidariedade chegue a Gaza para ajudar o povo palestino, que vive sob um estreito bloqueio e duras condições de vida", disse Khudary. EFE db-dar/an

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