Três mil soldados do Exército italiano começaram a patrulhar nesta segunda-feira as ruas das principais cidades da Itália, como parte de uma campanha do premiê Sílvio Berlusconi de melhorar a segurança. Em Milão, eles realizaram operações conjuntas com a polícia e montaram blitz na praça do Duomo, no centro da cidade.

Por um período de seis meses, renovável por até um ano, os soldados deverão guardar lugares turísticos, embaixadas, consulados e centros de detenção de imigrantes ilegais.


Soldados italianos observam movimentação em Nápoles / AFP

O repórter da BBC em Milão Mark Duff disse que a aparição do Exército no primeiro dia de operação foi discreta, mas polêmica desde o princípio.

Críticos dizem que a iniciativa transmite uma mensagem equivocada - sugere, segundo eles, que a Itália está afundada em uma onda de criminalidade que a polícia é incapaz de conter.

O governo também é acusado de fomentar um clima de xenofobia contra os imigrantes ilegais, por atribuir a eles responsabilidade pelos crimes graves cometidos nas principais cidades do país.

Ministros do governo alegam que estão apenas respondendo aos temores dos italianos. Uma pesquisa recente mostrou que a população do país nunca esteve tão preocupada com a ameaça de violência.

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