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Exército georgiano está parcialmente destruído , afirma Tbilisi

O Exército georgiano sofreu duras perdas e as forças russas destruíram a maior parte de seu armamento, incluindo três navios de guerra, declarou nesta terça-feira o secretário do Conselho de segurança georgiano, Alexander Lomaya.

Redação com agências internacionais |

"Sofremos duras perdas. A maior parte de nosso equipamento e nosso armamento foi destruída pela esmagadora força militar russa", declarou Lomaya.

O secretário destacou que três navios de guerra georgianos foram destruídos nesta terça-feira no porto de Poti, no Mar Negro.

"Entretanto, preservamos o coração de nosso Exército, e conseguimos nos reunir perto da capital para protegê-lo", acrescentou Lomaya.

O dirigente acusou novamente a Rússia de continuar com os bombardeios, matando "pelo menos 14 civis", apesar de o presidente russo, Dmitri Medvedev, ter anunciado o fim das operações militares na Geórgia.


Soldados da Geórgia observam estragos em blindado / AP

Interrupção dos ataques

Na manhã desta terça-feira, Medvedev "tomou a decisão" de suspender as operações militares russas contra a Geórgia , anunciaram as agências oficiais russas. Ainda não há informações sobre quando as ordens do presidente serão colocadas em prática.

"O objetivo da operação foi alcançado", disse Medvedev pela TV. "O agressor foi punido e sofreu perdas muito consideráveis".

Autoridades da Geórgia afirmaram, no entanto, que jatos russos continuaram bombardeando vilarejos fora da Ossétia do Sul, dentro do território georgiano, apesar da ordem russa.

"Apesar das declarações do presidente russo, que disse nessa manhã que as operações militares na Geórgia foram suspensas, neste momento, jatos de combate russos estão bombardeando dois vilarejos georgianos fora da Ossétia do Sul", disse o governo georgiano em um comunicado.

O ministro da Reintegração Georgiana, Temur Yakobashvili, confirmou que as tropas russas detiveram seu avanço em território georgiano, mas não se retiraram.

Segundo um alto militar russo citado pela Interfax, a ofensiva russa no Cáucaso se dispunha a "enfraquecerr" militarmente a Geórgia para que este país não atacasse as repúblicas separatistas pró-russas da Abkházia e da Ossétia do Sul.

Intervenção internacional

A Geórgia pediu, na última segunda-feira, uma intervenção internacional e recuou suas forças para proteger a capital, enquanto tropas russas ignoravam os apelos ocidentais e continuavam avançando.

"O Exército georgiano está recuando para defender a capital. O governo busca urgentemente uma intervenção internacional para evitar a queda da Geórgia", disse o governo em nota.

A Corte Européia dos Direitos Humanos recomendou hoje à Rússia abster-se de qualquer medida "suscetível de ameaçar a vida ou a saúde das populações civis" na Geórgia, em seguida a uma solicitação de urgência das autoridades georgianas apresentada segunda-feira.

A Corte, com sede em Estrasburgo, é encarregada de zelar pelo respeito à Convenção de Salvaguarda dos Direitos e Liberdades Fundamentais e de atribuir uma reparação apropriada às vítimas de eventuais violações.


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* Com Reuters, AFP e EFE

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